12 fevereiro 2026

Ninguém escreve sem objetivo.

 


Todos temos o objetivo, pelo menos, de dizer gosto de ti, quero que gostes de mim. Quero que gostes de me ler e de dar amor.

É narcisismo em barda.

Temos de andar com ele às costas.

Ninguém vive só porque sim ou assado.

Nem nim, nem não.

Nem nunca, nem sempre, devem ser usados.

São demasiado exagerados.

Porque vivemos, sobrevivemos ou porque não, é a verdadeira pergunta filosófica?

Talvez porque estar morto seja desconhecido e sejamos cobardolas.

Todos andamos à procura na vida de melhor tempo num espaço mais bem passado e ter a sorte de encontrar gente que nos agrade, ou talvez, nem seja preciso.

Viver sozinho ou sempre só conosco é chato.

03 fevereiro 2026

pelos primórdios de um sonho, adormeço


E vislumbro reinos, impérios anteriores e estruturais.

Antepassados de ontem.

Edifícios estrelados, de longe, que sopram e pintam amanhãs, 

Construções de novos e modernos tempos

Tecidos leves que sopram augúrios auspiciosos.



E são levantados pelo vento deixando a nu a pele.

Aí vem o sonho, de novo, lento e devagar, .

E vai, grosso, forte aos berros, gritos, na escuridão. 

Talvez seja um sono muito agitado.

Peço agora outro emergindo mais fino, mais fraco, talvez num sussurro.

Quero com isto expulsar o mau tempo: a chuva e o vento, temporais fétidos.

Criar magia e vazio...

02 fevereiro 2026

para ti, quem quer que TU sejas...



Fuga ao egocentrismo: falar sobre os outros, mal e, ou bem é feio.

Não sei se não dizer nada é fácil quando se escreve só tendo esse objetivo. 

Sei que não pensar é estúpido e complicado.

Ter só conversa da treta é pouco exigente quando se quer ser alguém.

E pessoas diferentes fazem mundos mais bonitos.

Como receitas e misturas dão sabores melhores.

Peço desculpa se não consigo ser melhor que isto, não se percebe nada.

E há muitos, que pensam que estão bem: é complicado SER mas não há falta de opções.

Como se desenha uma casa

Primeiro abre-se a porta

por dentro sobre a tela imatura onde previamente
se escreveram palavras antigas: o cão, o jardim impresente,
a mãe para sempre morta.

Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.

Protege-te delas, das recordações,
dos seus ócios, das suas conspirações;
usa cores morosas, tons mais-que-perfeitos:
o rosa para as lágrimas, o azul para os sonhos desfeitos.

Uma casa é as ruínas de uma casa,
uma coisa ameaçadora à espera de uma palavra;
desenha-a como quem embala um remorso,
com algum grau de abstração e sem um plano rigoroso.

Manuel António Pina

(Manuel António Pina foi um jornalista e escritor português, premiado em 2011 com o Prémio Camões.)

estão a tentar fazer coisas nobres do ponto de vista humano.


 
Duques do Precariado:

Tem o Pedro Mendonça,o João Fragoso, e o João Neves...

Nasceram nos campos de férias e https://duquesdoprecariado.bandcamp.com/album/encarna-o como o S. Beckett sabem que só falhando melhoram por aí: 

Tente de novo, falhe novamente. Falhe melhor.
(S. Beckett)

Bem engraçado estes meninos!

29 janeiro 2026

Trubin não sabia que precisava de marcar: a cronologia da loucura na Luz



  • Minuto 1: O Benfica começou o jogo eliminado – e bem eliminado, bem longe dos lugares de apuramento.
  • Minuto 60: Por volta desta altura, o Benfica estava apurado. Depois, voltou a cair – e assim ficou até perto do final.
  • Minuto 90’: O Benfica estava virtualmente com nove pontos, os mesmos de Marselha, Pafos e St. Gilloise. Como todos tinham diferença de golos de três negativos, o critério de desempate eram os golos marcados, com vantagem do Marselha (11 contra nove). Caso o Benfica marcasse, passaria para diferença de -2 e ficaria apurado, reactivando o critério da diferença de golos.
  • Minuto 90+3’: Mourinho não estava a par disto e lançou António Silva e Ivanovic para segurar o 3-2 – algo confirmado pelo próprio.
  • Minuto 90+7: Trubin agarra uma bola e tem a possibilidade de disparar longo para Ivanovic, que tinha situação vantajosa no ataque. Não o fez, apesar de ter colegas a pedirem-no, já conscientes de que faltava um golo. O próprio ucraniano confirmou esta versão após o jogo.
  • Minuto 90+8’: Há um livre-lateral e o banco instrui Trubin a subir à área – até Rui Costa na bancada estava a pedir ataque.
  • Minuto 90+8’: Trubin cabeceia, marca o primeiro golo da carreira de futebolista e apura o Benfica.
  • Minuto 90+8’: Loucura.



  • 28 janeiro 2026

    O novo PR no debate


    Qualquer pessoa frente a André Ventura parece melhor, peço imensa desculpa mas você é uma Desventura e devia ter levado uns tabefes no rabiosque em petiz...

    Não se percebe porque no meio de tantos saiu-nos o pior e é novo, tem 43 anos, como é que aquela corja ocupou a AR, que vergonha...

    O novo PR pareceu Seguro e a luta contra a abstenção ser-lhe-á generosa, tem ideias e não houve nenhuma pergunta sem resposta e factos.

    Será melhor!

    14 janeiro 2026

    Mourinho é grande e alimenta...


    Ver uma conferência de imprensa dele é uma obra de comunicação, uma obra de arte.

    Ele terá muitos truques escondidos, mind games mas não é por ali que o Benfica não ganha mais jogos.

    Normalmente a equipa vem do balneário melhor e acredito que é quem mais sofre quando a equipa não ganha.

    Pode ser vaidoso que há quem com bem menos troféus o seja: já provou que é bom e queiram vocês nas vossas profissões com bem menos visibilidade fazer metade do que ele já fez na dele.

    Alimenta muitos  jornalistas, responde  em português, inglês, espanhole italiano sem se atrapalhar.

    30 dezembro 2025

    para que o 2026 seja bom...

    Tu tens de descobrir o mundo fora de ti para estar viva, não longe há coisas boas perto: temos que saber que somos privilegiados em todos os momentos, ontem, hoje e amanhã. 

    Respirar. Saborear após sentir fome. Conversar. Já pensaste que há gente muda: eu não sou mudo. As palavras a deslizar. O som. Os ouvidos. O corpo humano. O sentir. O falar. O esticar. O fazer bem algo. O elogiar alguém. As recordações. A amizade. O próprio existir dar luta. O dormir. O descansar. O amor. Gostar de ser livre. O tempo. O amanhã. O que está para vir. O ouvir. O saborear. O mimar. Fazer bem aos outros. Imaginar. Imagens. Brincar com as palavras. Sentir leveza após cansaço. Pensar. As ideias. O mundo tem muitas coisas mágicas. O sol. A natureza. A biologia. O mar. O nadar. Apanhar sol e vento. Ficar morenos, bronzeados, quentes e frios, enroscar na toalha e na areia. As cores. Pintar mesmo que sem jeito. Os segredos. Os silêncios. O interior dos outros. Escrever. Ler. Aprender. Viajar sem sair do lugar. Fantasias e fantasmas. O corpo sempre a mudar. Inventar. Fazer partidas que não devem ser feitas. Imitar. Gestualizar.

    21 dezembro 2025

    Natal de 2025... nascer significa vir ao mundo


    Todos nascemos.

    Todos construímos vida a partir de um nascimento de dor, sangue, órgãos e lágrimas, uma sujidade imunda, o nosso corpo tem qualquer coisa de divino sempre em constante ajuste, nunca somos completos

    Muito amor também, perdoem-me os mais céticos: todo o Nascimento tem de ter algum amor, mas ‘há sempre exceções a cumprir a regra’.

    Esta história da vida e do corpo foi bem esgalhada. Quase divina se não errássemos tantas vezes.

    E a partir daqui, do nascimento, passamos a ser responsáveis pela nossa limpeza, talvez seja gradual.

    Com dois anos ninguém toma banho e veste-se sozinho.

    De bebés para crianças, jovens, adultos, velhos.

    Homens e mulheres, transgéneros.

    Nunca somos inteiramente só masculinos e femininos, está tudo envolvido no mesmo corpo e alma; todo o homem machão tem uma mãe dentro dele e vice-versa; a mulher mais feminina tem qualquer coisa de macho, lamento.

    Eficientes e deficientes, gordos, atléticos e magros.

    O corpo dá uma trabalheira a limpar areia na praia.

    E óleo das mãos; organizar porcas e parafusos numa oficina, encher pneus numa bicicleta.

    Arranjar motores e colocar rodas quando furam já foi mais difícil, agora há computadores e inteligência artificial

    Do norte, centro e sul: o mundo, o planeta é imenso, vasto, longo, amplo e livre; na maioria dos casos estamos presos por laços de afeto e sentimentos.

    Com vários tons e cores: mais e menos bronzeados, tostados, pálidos, negros, ruivos; várias cores e o arco-íris, que linda é a natureza.

    Na verdade, por muito egoístas que sejamos é impossível vivermos sozinhos, sem os outros, à parte do mundo, é complicado estar isolado, ser solitário.

    Comer o pão e beber leite pela manhã só é possível por termos padeiros, vacas e leiteiros.

    Tudo precisa dos outros.

    Do acordar ao deitar, do nascer ao morrer, na saúde e na doença, até que a morte nos separe a dançar.

    E vivemos para ajudar a sociedade a ser melhor.

    Desde sempre e em tudo o amor deixou de ser parte naïve e ingénua para passar a ser uma ideia construtiva que não se alimenta só no Natal e é diária, habitual deve ser (perdoem-me o moralismo) desperta por ti, por mim e por nós; há pessoas mais independentes e autónomas.  Desconfio, que nunca nenhum de vocês passou uma semana trancado e isolado do mundo.

    E o Natal é um espaço de recarregar baterias.

    É boa comida, doces, são pessoas amigas, é gente, é festa.

    É lembrar que a vida é um privilégio e não um direito

    - BOM NATAL -


    03 dezembro 2025

    O dia 03 de dezembro é o dia da deficiência.



    Somos 16% da população mundial, 1,6 em cada 10 pessoas temos o corpo maltratado, partido em partes, malformado.

    Amanhã vamos continuar deficientes e ninguém se vai lembrar de nós…

    Quando parte do corpo é afetado pareces ganhar superpoderes, quando um sentido é afetado os outros tornam-se melhores, tornas super-herói ou coitadinho. Entras numa nova qualidade: Os deficientes, somos imensos! Parece que o mundo vai acabar, mudas e tens de reaprender a viver com teu novo corpo. Tudo é novo: comer, dormir, a mobilidade, a comunicação, tens de nascer de novo e SER outro.

    E quando sentimos fragilidades procuramos conforto e proteção, nos amigos, na família, no amor, na gente da saúde: auxiliares, terapeutas (fisioterapeutas, terapeutas da fala e ocupacionais) enfermeiros e médicos todos são poucos quando adormecemos ao volante, temos um TCE, um AVC, uma tetraplegia, uma paraplegia.

    Normalmente, quando entras no mundo deficiente conheces pessoas fortes com todas as maleitas, como se o mal te desse uma força ENORME, imensa.

    Tornares-te DEF dá-te resiliência, implica uma certa bagagem, um certo orgulho, quase vaidade, não é unânime este estado de soberba. Há movimentos de vida independente, de que nunca ouviste falar e te dão autonomia.

    Nem tudo é bom, andas muito mais propenso ao estado e à pobreza, se para uma pessoa banal é complicado viver, para um deficiente sem apoios torna-se terrível.

    A vida não é um direito, é um privilégio

    26 novembro 2025

    a imaginação e ficção





    Grande parte do mundo é irreal, é inventado por nossas mentes tornando novas realidades ficcionadas, é uma frase neurótica que faz pensar o que é que este gajo tomou hoje para estar a dizer isto?


    Cada pessoa tem o seu mundo onde são construídas personagens e cenários, fazendo das vidas peças de teatro onde, tem dias, em que és melhor e/ou pior ator.

    24 novembro 2025

    tudo é política, até eleições


    Dos debates aos comentários

    Os comentadores mostram, mesmo se não têm consciência disso, o estado de exasperação do discurso político. São convocados por um vazio que lhes coube em jeito de missão preencher.



    1. cognome: o  que não é daqui
    António José Seguro (63) é um derrotado do PS de quem fez sabática, é melhor por carreira partidária que muitos dos outros. Mas fica aquém, não é suficiente. Sabe da poda e talvez fosse melhor não saber tanto porque as coisas mudam.

    2. cognome: o SR. Comandante 
    Gouveia e Melo (65): é o militar de serviço, tendo a favor e contra todas as características da função, não há muito mais a dizer sobre ele.

    3. cognome: o cá de casa
    Marques Mendes (68): tem um currículo parecido com o cessante Marcelo. advogado, politico do PSD e comentador. Têm escola partidária. Moderado e bem treinado, sem querer ligações ao governo (PSD); conselheiro de estado há 15 anos.

    4. cognome: o fanfarrão.
    Aparece em todo o lado a tentar que se note.
    É como alguém, mau aluno, idiota, que vai para as aulas e fica nas mesas detrás a fazer barulho até que o mandem para a rua.
    Destrói ideias dos outros porque sim.
    Está com falta que gostem dele, ninguém gosta dele. Facilidade em fazer inimigos, André Ventura (42): a extrema direita reergue-se nele. É um puto entre crescidos, não tem grande pensamento, se não dizer mal e deitar abaixo os adversários. CHEGA deste gajo, nas legislativas teve de norte a sul nos cartazes para as câmaras.
    Não é possível conversar, debater com ele, que filho horrível o Ventura deve ter sido.
    Pobres pais ou é preciso técnica para conceber aquele animal.

    5. cognome: a mudança: (Jorge Pinto), o meu eleito!

    Este renovador (anti conservação) é mesmo fixe, inteligente, tranquilo e vê além do aqui e agora.

    Tem qualquer coisa de novo que ilumina, vê à frente: se não votarmos nele é que não é mesmo possível...

    A experiência nas temporadas vividas lá por fora com possibilidade de trazer trunfos que reconheceu para o nosso país.

    É uma revelação socialista subaproveitada.

    O que tem coisas boas e menos más: vês o mundo vazio, sem os erros e as qualidades. Vê como um filósofo que vê pela primeira vez. 

    Jorge Pinto é um puto (38) giro nas ideias abertas de um partido recente de esquerda, o Livre. E é deputado na Assembleia da República eleito pelo distrito do Porto. Talvez votar  nele seja desperdício de votos; é esperança! 

    Após o debate ante a arrogância do Cotrim de Figueiredo teve um notável desempenho, apareceu muito bem. Tem dado cartas, já falta pouco.

    6. cognome: o Comuna
    António José Filipe (62) é uma cara conhecida e experiente do PCP, a esquerda não se unir cria medos na dispersão dos votos.

    7. cognome: a postura que ataca
    José Cotrim de Figueiredo (64) é a cara arrogante e elegante da Iniciativa Liberal e Eurodeputado (não sabemos como é possível), de direita, muito apologista de que os mercados é que devem liderar.

    8. cognome: a força feminina
    Catarina Martins (52) é a única mulher (que joga a favor dela e contra o nosso país) e Euro deputada (não sabemos como é possível) pelo Bloco de Esquerda. 
    É inteligente e tem tarimba, não é qualquer galaró que lhe faz frente.

    É importante haver um contrabalanço entre PR e governo: - PR de esquerda para governo de direita e PR de esquerda para governo de direita.
    Dava-nos jeito que ganhasse alguém da esquerda para fazer o contraponto. 
    Os comentadores a dar notas são horríveis; muda-se de canal e parece que estiveram a ver debates diferentes.

    O Jorge Pinto é o melhor e tem a qualidade de ser novo!
    Nenhum dos outros se compara em qualidade!

    15 novembro 2025

    há males que vêm por bem



    O Ronaldo foi expulso e dava jeito que apanhasse no mínimo 2/3 jogos para ver como a equipa joga bem melhor sem ele.

    Liberta-se.

    Os outros craques emergem: Gonçalo Ramos, Nuno Mendes, João Neves, João Félix, Vitinha, Cancelo, Rubén Dias, Francisco Conceição, Bruno Fernandes e outros são estrelas.

    Já na final do euro 2016 em que ganhámos com o Edér a brilhar com um golaço mágico de fora de área, lesionou-se e veio mostrar que sabe dar moral lá para dentro.

    Adeus craque e não te metas em politiquices que com os pés és tão bom, não esperemos mais...



    13 novembro 2025

    O aleatório é mágico...



    Ninguém sabe como funciona o aleatório. 

    Está na sua definição este conceito. 

    Que depende de acasos ou de circunstâncias imprevisíveissujeito a  contingênciascasuais e/ou fortuitas.

    A vida é aleatória, acontece ou faz-se acontecer: é livre!

    Porque nos cruzamos com X pessoa ou Y aqui ou ali ninguém sabe: é sorte ou azar... 

    É do além, aleatório.

    O caminho que traçamos como caminhantes nos nossos passeios têm magia.

    Ninguém é certo das suas vontades, das suas forças e saberes.

    Também muita coisa não se sabia ontem e muita está por descobrir amanhã.