29 janeiro 2026

Trubin não sabia que precisava de marcar: a cronologia da loucura na Luz



  • Minuto 1: O Benfica começou o jogo eliminado – e bem eliminado, bem longe dos lugares de apuramento.
  • Minuto 60: Por volta desta altura, o Benfica estava apurado. Depois, voltou a cair – e assim ficou até perto do final.
  • Minuto 90’: O Benfica estava virtualmente com nove pontos, os mesmos de Marselha, Pafos e St. Gilloise. Como todos tinham diferença de golos de três negativos, o critério de desempate eram os golos marcados, com vantagem do Marselha (11 contra nove). Caso o Benfica marcasse, passaria para diferença de -2 e ficaria apurado, reactivando o critério da diferença de golos.
  • Minuto 90+3’: Mourinho não estava a par disto e lançou António Silva e Ivanovic para segurar o 3-2 – algo confirmado pelo próprio.
  • Minuto 90+7: Trubin agarra uma bola e tem a possibilidade de disparar longo para Ivanovic, que tinha situação vantajosa no ataque. Não o fez, apesar de ter colegas a pedirem-no, já conscientes de que faltava um golo. O próprio ucraniano confirmou esta versão após o jogo.
  • Minuto 90+8’: Há um livre-lateral e o banco instrui Trubin a subir à área – até Rui Costa na bancada estava a pedir ataque.
  • Minuto 90+8’: Trubin cabeceia, marca o primeiro golo da carreira de futebolista e apura o Benfica.
  • Minuto 90+8’: Loucura.



  • 28 janeiro 2026

    O novo PR no debate


    Qualquer pessoa frente a André Ventura parece melhor, peço imensa desculpa mas você é uma Desventura e devia ter levado uns tabefes no rabiosque em petiz...

    Não se percebe porque no meio de tantos saiu-nos o pior e é novo, tem 43 anos, como é que aquela corja ocupou a AR, que vergonha...

    O novo PR pareceu Seguro e a luta contra a abstenção ser-lhe-á generosa, tem ideias e não houve nenhuma pergunta sem resposta e factos.

    Será melhor!

    14 janeiro 2026

    Mourinho é grande e alimenta...


    Ver uma conferência de imprensa dele é uma obra de comunicação, uma obra de arte.

    Ele terá muitos truques escondidos, mind games mas não é por ali que o Benfica não ganha mais jogos.

    Normalmente a equipa vem do balneário melhor e acredito que é quem mais sofre quando a equipa não ganha.

    Pode ser vaidoso que há quem com bem menos troféus o seja: já provou que é bom e queiram vocês nas vossas profissões com bem menos visibilidade fazer metade do que ele já fez na dele.

    Alimenta muitos  jornalistas, responde  em português, inglês, espanhole italiano sem se atrapalhar.

    30 dezembro 2025

    para que o 2026 seja bom...

    Tu tens de descobrir o mundo fora de ti para estar viva, não longe há coisas boas perto: temos que saber que somos privilegiados em todos os momentos, ontem, hoje e amanhã. 

    Respirar. Saborear após sentir fome. Conversar. Já pensaste que há gente muda: eu não sou mudo. As palavras a deslizar. O som. Os ouvidos. O corpo humano. O sentir. O falar. O esticar. O fazer bem algo. O elogiar alguém. As recordações. A amizade. O próprio existir dar luta. O dormir. O descansar. O amor. Gostar de ser livre. O tempo. O amanhã. O que está para vir. O ouvir. O saborear. O mimar. Fazer bem aos outros. Imaginar. Imagens. Brincar com as palavras. Sentir leveza após cansaço. Pensar. As ideias. O mundo tem muitas coisas mágicas. O sol. A natureza. A biologia. O mar. O nadar. Apanhar sol e vento. Ficar morenos, bronzeados, quentes e frios, enroscar na toalha e na areia. As cores. Pintar mesmo que sem jeito. Os segredos. Os silêncios. O interior dos outros. Escrever. Ler. Aprender. Viajar sem sair do lugar. Fantasias e fantasmas. O corpo sempre a mudar. Inventar. Fazer partidas que não devem ser feitas. Imitar. Gestualizar.

    21 dezembro 2025

    Natal de 2025... nascer significa vir ao mundo


    Todos nascemos.

    Todos construímos vida a partir de um nascimento de dor, sangue, órgãos e lágrimas, uma sujidade imunda, o nosso corpo tem qualquer coisa de divino sempre em constante ajuste, nunca somos completos

    Muito amor também, perdoem-me os mais céticos: todo o Nascimento tem de ter algum amor, mas ‘há sempre exceções a cumprir a regra’.

    Esta história da vida e do corpo foi bem esgalhada. Quase divina se não errássemos tantas vezes.

    E a partir daqui, do nascimento, passamos a ser responsáveis pela nossa limpeza, talvez seja gradual.

    Com dois anos ninguém toma banho e veste-se sozinho.

    De bebés para crianças, jovens, adultos, velhos.

    Homens e mulheres, transgéneros.

    Nunca somos inteiramente só masculinos e femininos, está tudo envolvido no mesmo corpo e alma; todo o homem machão tem uma mãe dentro dele e vice-versa; a mulher mais feminina tem qualquer coisa de macho, lamento.

    Eficientes e deficientes, gordos, atléticos e magros.

    O corpo dá uma trabalheira a limpar areia na praia.

    E óleo das mãos; organizar porcas e parafusos numa oficina, encher pneus numa bicicleta.

    Arranjar motores e colocar rodas quando furam já foi mais difícil, agora há computadores e inteligência artificial

    Do norte, centro e sul: o mundo, o planeta é imenso, vasto, longo, amplo e livre; na maioria dos casos estamos presos por laços de afeto e sentimentos.

    Com vários tons e cores: mais e menos bronzeados, tostados, pálidos, negros, ruivos; várias cores e o arco-íris, que linda é a natureza.

    Na verdade, por muito egoístas que sejamos é impossível vivermos sozinhos, sem os outros, à parte do mundo, é complicado estar isolado, ser solitário.

    Comer o pão e beber leite pela manhã só é possível por termos padeiros, vacas e leiteiros.

    Tudo precisa dos outros.

    Do acordar ao deitar, do nascer ao morrer, na saúde e na doença, até que a morte nos separe a dançar.

    E vivemos para ajudar a sociedade a ser melhor.

    Desde sempre e em tudo o amor deixou de ser parte naïve e ingénua para passar a ser uma ideia construtiva que não se alimenta só no Natal e é diária, habitual deve ser (perdoem-me o moralismo) desperta por ti, por mim e por nós; há pessoas mais independentes e autónomas.  Desconfio, que nunca nenhum de vocês passou uma semana trancado e isolado do mundo.

    E o Natal é um espaço de recarregar baterias.

    É boa comida, doces, são pessoas amigas, é gente, é festa.

    É lembrar que a vida é um privilégio e não um direito

    - BOM NATAL -


    03 dezembro 2025

    O dia 03 de dezembro é o dia da deficiência.



    Somos 16% da população mundial, 1,6 em cada 10 pessoas temos o corpo maltratado, partido em partes, malformado.

    Amanhã vamos continuar deficientes e ninguém se vai lembrar de nós…

    Quando parte do corpo é afetado pareces ganhar superpoderes, quando um sentido é afetado os outros tornam-se melhores, tornas super-herói ou coitadinho. Entras numa nova qualidade: Os deficientes, somos imensos! Parece que o mundo vai acabar, mudas e tens de reaprender a viver com teu novo corpo. Tudo é novo: comer, dormir, a mobilidade, a comunicação, tens de nascer de novo e SER outro.

    E quando sentimos fragilidades procuramos conforto e proteção, nos amigos, na família, no amor, na gente da saúde: auxiliares, terapeutas (fisioterapeutas, terapeutas da fala e ocupacionais) enfermeiros e médicos todos são poucos quando adormecemos ao volante, temos um TCE, um AVC, uma tetraplegia, uma paraplegia.

    Normalmente, quando entras no mundo deficiente conheces pessoas fortes com todas as maleitas, como se o mal te desse uma força ENORME, imensa.

    Tornares-te DEF dá-te resiliência, implica uma certa bagagem, um certo orgulho, quase vaidade, não é unânime este estado de soberba. Há movimentos de vida independente, de que nunca ouviste falar e te dão autonomia.

    Nem tudo é bom, andas muito mais propenso ao estado e à pobreza, se para uma pessoa banal é complicado viver, para um deficiente sem apoios torna-se terrível.

    A vida não é um direito, é um privilégio

    26 novembro 2025

    a imaginação e ficção





    Grande parte do mundo é irreal, é inventado por nossas mentes tornando novas realidades ficcionadas, é uma frase neurótica que faz pensar o que é que este gajo tomou hoje para estar a dizer isto?


    Cada pessoa tem o seu mundo onde são construídas personagens e cenários, fazendo das vidas peças de teatro onde, tem dias, em que és melhor e/ou pior ator.

    24 novembro 2025

    tudo é política, até eleições


    Dos debates aos comentários

    Os comentadores mostram, mesmo se não têm consciência disso, o estado de exasperação do discurso político. São convocados por um vazio que lhes coube em jeito de missão preencher.



    1. cognome: o  que não é daqui
    António José Seguro (63) é um derrotado do PS de quem fez sabática, é melhor por carreira partidária que muitos dos outros. Mas fica aquém, não é suficiente. Sabe da poda e talvez fosse melhor não saber tanto porque as coisas mudam.

    2. cognome: o SR. Comandante 
    Gouveia e Melo (65): é o militar de serviço, tendo a favor e contra todas as características da função, não há muito mais a dizer sobre ele.

    3. cognome: o cá de casa
    Marques Mendes (68): tem um currículo parecido com o cessante Marcelo. advogado, politico do PSD e comentador. Têm escola partidária. Moderado e bem treinado, sem querer ligações ao governo (PSD); conselheiro de estado há 15 anos.

    4. cognome: o fanfarrão.
    Aparece em todo o lado a tentar que se note.
    É como alguém, mau aluno, idiota, que vai para as aulas e fica nas mesas detrás a fazer barulho até que o mandem para a rua.
    Destrói ideias dos outros porque sim.
    Está com falta que gostem dele, ninguém gosta dele. Facilidade em fazer inimigos, André Ventura (42): a extrema direita reergue-se nele. É um puto entre crescidos, não tem grande pensamento, se não dizer mal e deitar abaixo os adversários. CHEGA deste gajo, nas legislativas teve de norte a sul nos cartazes para as câmaras.
    Não é possível conversar, debater com ele, que filho horrível o Ventura deve ter sido.
    Pobres pais ou é preciso técnica para conceber aquele animal.

    5. cognome: a mudança: (Jorge Pinto), o meu eleito!

    Este renovador (anti conservação) é mesmo fixe, inteligente, tranquilo e vê além do aqui e agora.

    Tem qualquer coisa de novo que ilumina, vê à frente: se não votarmos nele é que não é mesmo possível...

    A experiência nas temporadas vividas lá por fora com possibilidade de trazer trunfos que reconheceu para o nosso país.

    É uma revelação socialista subaproveitada.

    O que tem coisas boas e menos más: vês o mundo vazio, sem os erros e as qualidades. Vê como um filósofo que vê pela primeira vez. 

    Jorge Pinto é um puto (38) giro nas ideias abertas de um partido recente de esquerda, o Livre. E é deputado na Assembleia da República eleito pelo distrito do Porto. Talvez votar  nele seja desperdício de votos; é esperança! 

    Após o debate ante a arrogância do Cotrim de Figueiredo teve um notável desempenho, apareceu muito bem. Tem dado cartas, já falta pouco.

    6. cognome: o Comuna
    António José Filipe (62) é uma cara conhecida e experiente do PCP, a esquerda não se unir cria medos na dispersão dos votos.

    7. cognome: a postura que ataca
    José Cotrim de Figueiredo (64) é a cara arrogante e elegante da Iniciativa Liberal e Eurodeputado (não sabemos como é possível), de direita, muito apologista de que os mercados é que devem liderar.

    8. cognome: a força feminina
    Catarina Martins (52) é a única mulher (que joga a favor dela e contra o nosso país) e Euro deputada (não sabemos como é possível) pelo Bloco de Esquerda. 
    É inteligente e tem tarimba, não é qualquer galaró que lhe faz frente.

    É importante haver um contrabalanço entre PR e governo: - PR de esquerda para governo de direita e PR de esquerda para governo de direita.
    Dava-nos jeito que ganhasse alguém da esquerda para fazer o contraponto. 
    Os comentadores a dar notas são horríveis; muda-se de canal e parece que estiveram a ver debates diferentes.

    O Jorge Pinto é o melhor e tem a qualidade de ser novo!
    Nenhum dos outros se compara em qualidade!

    15 novembro 2025

    há males que vêm por bem



    O Ronaldo foi expulso e dava jeito que apanhasse no mínimo 2/3 jogos para ver como a equipa joga bem melhor sem ele.

    Liberta-se.

    Os outros craques emergem: Gonçalo Ramos, Nuno Mendes, João Neves, João Félix, Vitinha, Cancelo, Rubén Dias, Francisco Conceição, Bruno Fernandes e outros são estrelas.

    Já na final do euro 2016 em que ganhámos com o Edér a brilhar com um golaço mágico de fora de área, lesionou-se e veio mostrar que sabe dar moral lá para dentro.

    Adeus craque e não te metas em politiquices que com os pés és tão bom, não esperemos mais...



    13 novembro 2025

    O aleatório é mágico...



    Ninguém sabe como funciona o aleatório. 

    Está na sua definição este conceito. 

    Que depende de acasos ou de circunstâncias imprevisíveissujeito a  contingênciascasuais e/ou fortuitas.

    A vida é aleatória, acontece ou faz-se acontecer: é livre!

    Porque nos cruzamos com X pessoa ou Y aqui ou ali ninguém sabe: é sorte ou azar... 

    É do além, aleatório.

    O caminho que traçamos como caminhantes nos nossos passeios têm magia.

    Ninguém é certo das suas vontades, das suas forças e saberes.

    Também muita coisa não se sabia ontem e muita está por descobrir amanhã.

    09 novembro 2025

    - Os primeiros laços no ser -

     


    A Verónica era uma mulher inteligente, forte, boa, realista, velhota e com uma alma cheia de força feminina nos seus 75 anos de idade, pedia mais. Funcionária de uma antiga escola secundária renovada e profícua de juventude e de novidades.

    As durezas da vida tinham-na tornado algo bruta e com longos momentos masculinos.

    Cada Ano Letivo Novo lhe dava brilho no olhar sentir que a escola se rejuvenescia, mas essa energia ia-se ao longo do ano passar com as épocas festivas. Passagem de ano, Páscoa, Carnaval, Verão, fins de semana motivavam o ritmo oscilante em que vivia.

    Sentia-se envelhecer, o corpo emperrar, ganhar sons ferrugentos e melancolia no olhar, cada dia pior; às vezes, porque de vez em quando era melhor; mais míope; os ouvidos ensurdeciam; o sabor e gosto perdiam-se; o faro passou a ser cada vez mais unicamente uma cidade capital no Algarve e o tato parecia ter ganho novas credenciais pela perda dos outros sentidos: via, ouvia, cheirava e saboreava pela ponta dos dedos e pela palma das mãos. Mas a alma jovem parecia contrária a esse corpo antigo: desabrochava.

    Estava a envelhecer e gostava que os jovens do liceu alimentassem a curiosidade nela nas horas vagas, transbordava experiência que enriquecia com as novas brincadeiras sorridentes, energéticas, alegres e contagiavam.


    Era bom um professor faltar, mas contrária à sua profissão e missão; só auxiliava porque havia necessidade, mas as ausências cada vez mais comuns, davam-lhe alimento ao sabor, davam-lhe alunos e dotavam de vida as horas mortas.

    Pontuava o seu ser nas horas quando faltava um professor e que insistia em dar alguma alma contrariando a frase inicial deste conto ‘A Verónica era uma mulher boa, realista’, tornando-a algo mágica, longe da realidade.

    Inês era uma caloira de 15 anos, baixinha, tinha a alcunha de ‘anã’, era mimada, muito magrinha, quase enfezada, branquinha, olhar esperto e muito desenrascada que já aprendera que tinha mais a ganhar em passar as horas soltas e iniciais da manhã que nas aulas. Passava, primeiro, célere pelo bar, madrugando para comprar algo a partilhar com a amiga velhota Verónica.

    Com quem partilhava amigos, conversas e curiosidades: isto do mundo é muito curioso, todos sabemos que é bom comer e descansar, mas quando abusamos há logo uma alma carinhosa que nos apelida de Preguiçosos. E o Amor? Passamos sempre mais tempo a trabalhar: coisa suja e cansativa, que dizes disto meu velho?

    Verónica ri e responde: não sei se é tão verdade como isso, como se diz. Comer e descansar é bom, mas não em excesso, depende muito do momento, da idade, da altura do ano. Quando temos algo para fazer não há fome, nem cansaço que nos demova. O amor é das coisas mais mal-amadas nesta vida, sem razão, tens razão; falo do amor na amizade, entre nós dois por exemplo, o palmier e o sumo que nos trazes a partilhar…



    - As Verónicas são corajosas e têm muita qualidade -

    Após o primeiro período, após as férias, Matilde e Xavier e Matias também começaram a aparecer, mas só nas horas livres por convite de Inês; a Matilde era gordinha, de cor e com a boca cheia de asneiras e sorriso fácil; o Matias era beto, feinho, aloirado, animado, alto e encorpado; Xavier era o bonacheirão, bonito e gordinho.

    Verónica surpresa: tantos? Inês, podias ter avisado que melhorava o estabelecimento para receber convidados deste nível. Verónica: acho que está muito acima do requerido, esperado e perspetivado pelo nosso humilde público e convidados. Somos só três, quatro contigo… e sem cerimónias, somos simples ora essa.

    Matilde: sentimo-nos honrados por nos receberem no vosso simpático e cordial esconderijo.

    Matias: claro, a Inês tem publicitado muito as horas que passa em convívio consigo, ficamos com pena de não termos tido a honra antes. Verónica: o problema foi vosso, da vossa falta de organização, já podiam ter aparecido antes… Matilde: não somos baldas como certas pessoas diz fingindo olhar para o céu a assobiar. E não tínhamos noção que a Verónica tinha um sorriso tão bom e bonito. Verónica: não quero que faltem às aulas para partilhar vida comigo, vocês vêm à escola para aprender. Mas ainda não se apresentaram, quem são vocês?

    Inês: bem eu sou a Inês, diz sorrindoVerónica: de ti, já estou farto de saber, mas e os outros!? Matias: first the ladies e faz sinal com a mão ‘avança’.

    Matilde: eu!? Opaaaa, o meu nome é Matilde e não gosto de ser chamada por Lady, prefiro Madame ou em tuga: dama!

    Xavier a rir: eu, sou o damo dela, o Xavier pa… Matilde interrompe: seu parvo, sou nada dele, eu aqui e tu aí e aponta com as mãos.

    Matias: sou eu que educo estas 4 crianças, sou o Matias e ainda vem que encontro uma voz mais serena, saudável e adulta para me ajudar, prazer!

    Os protestos do público à provocação fazem-se ouvir… buuuuuu!

    Verónica ainda a rir: muito prazer juventude, espero que se sintam à vontade para vir cá dar sem a Inês e que as horas lives sejam passadas com maior gosto aqui

    Verónica: quem sou eu com 75 anos de idade, sou experiência por sentir, sorriso por fortalecer e muito ainda por descobrir.

    Sou contínua ou auxiliar da ação educativa para os doutores e uma boa companhia.

    Já pouco oiço, vejo, cheiro e saboreio, mas tenho imensa curiosidade no mundo por tatear.

    O mundo real está muito por criar e imaginar, venha ele...

    Burlões

    Há um mundo ficcional dentro de cada um de nós, um mundo habitual de espaços e passos, momentos movimentos emoções e palavras. Temos pessoas em nós mesmos que inventar e ficcionar, pessoas que existem. Os sonhos são criados com alusões ao passado e despertares de futuros em aberto, por fechar e concluir.

    Temos a responsabilidade (parecia tudo muito bonito não era!?) de criar mundos melhores para nós e para os outros. E (é engraçado) inventar, fazer acreditar na viagem; sermos realizadores ou escritores burlões: caraterizar para onde queremos ir e voar em novos amanhãs por inventar.

    Temos, à nossa disposição um leque de atores com quem estamos habituados a ser movidos e ideias a pensar a serem estimuladas.

    A principal luta é entre Nós e os outros, o egoísmo e o altruísmo.



     Estavam os seis sujeitos à espera dos nomes para entrar na comunicação real; ainda sem o feminino e o masculino, que iria tornar a refeição um manjar hiperbólico. O Eu, o Tu e o Ele individual conservavam-se à parte em diálogo do Nós, Vós e Eles de grupo geral das massas.

    Eu: tenho sentido crescer o egoísmo em mim e não gosto, é que vejo, oiço, sinto, cheiro e gosto sempre por mim e não consigo abstrair-me disso, como é convosco?

    Tu: tenho o problema oposto, contrário, sou demasiado virado para o outro, para fora, raramente penso em mim, tenho uma fraca autoestima.

    Ele: o problema dele é um misto dos vossos dois, parece que sou um misto dos dois, nunca sou eu, nem o outro. Sou sempre algo que nunca está aqui e agora; estou sempre noutro lugar ou tempo. Lá longe, ontem ou amanhã, é horrível.

    Nós: vocês não vêm? Até nos fazem soltar preconceitos numerários ‘lá estão eles nas individualidades’. Eu: calma, vocês têm mesmo a mania das grandezas, não temos de esperar pelos nomes? Vós:  esperai, esperai que eles são muitos e muito dados a individualidades, são muito singulares. Eles: não sei se é inteligente esperar por todos ELES, vêm aos magotes e roubam-nos as melhores mesas, sou muito altruísta, mas a funcionalidade do grupo primeiro. Para ajudarmos uns não podemos prejudicar o todo. Vós: já sou de um tempo passado onde não havia tanta literatura e a modos que já me sinto meio deslocado entre vós com o meu linguajar meio ancestral. Desculpem, mas vou-me isolar, prefiro ir entrando se não vos incomodares?

    Ele: Ora essa VÓS não devíeis ter vindo, pelo menos, trajado com esse jeito de ancião clássico, faz-te muita falta quem te componha, uma Vossa, talvez.

    Vós: tendes razão, mas na malta nossa já ninguém acompanha minhas valsas, agora é só tunx, tunx a dançar sozinhos e a abanar o capacete.

     


    RIEM-SE TODOS!

     

    PASSADO: esta geração já não é como as de antigamente, em que o grupo era mais valorizado.

    PRESENTE: pareces um velho do restelo, na atualidade, já não há lutas entre gerações.

    FUTURO: o grupo é feito de vários indivíduos e é nisso valorizado, no futuro. Mas não alimento rivalidades.

    EGOÍSMO: não faz sentido haver guerras entre pessoas, entre espaços e tempos, faz parte da vida e de quem escreve estes textos escolher como mais gostam e sentem, é a vida!

    O grupo aumenta e o burburinho também, começam a chegar as primeiras carrinhas com nomes. O NÓS: vamos entrando, vamos entrando, bora, bora, vão-se acomodando e apresentando, diz para os mais anónimos.

    O ELES aparecem e dizem ‘que balbúrdia, ainda bem que o livro de cheques é nosso amigo e a máquina do multibanco está bloqueada pelo Futuro’.

    Eu: isto da literatura e da escrita é uma forma de nos tirar daqui para ali e de agora para ontem e/ou amanhã, é genial o que nos faz viajar e voar, viver, imaginar, sonhar, é passar a vida do 8 para 800000, para escrever um número que saibas ler.

    Tu: As letras e os números são um bocadinho contrários uns aos outros, não é? Há contactos ténues, acho que a escrita está mais à frente.

    Ele: ora, isso é incalculável, não estão numa corrida e isso é escrito por um indivíduo de letras, tu. Se soubesses o mundo como está os números, nem sei se podemos competir, está tudo embrulhado numa coisa maior que é o mundo.

    Eu: pois, têm razão, esta forma de pensar é pequena. Não é tudo um combate, devemos pensar muito mais em comunicação que em adversários. não somos todos oponentes, devemos funcionar como partes da mesma equipa.

    NÓS:  que discurso beato, somos todos irmãos e amigos e queremos todos o mesmo…

    EU: que mentira, sou contrário ao grupo?

    TU: que mentira, isto é bem mais complicado, o Grupo é feito de muitos EU’s diferentes.

    ELE: o ego não está oposto ao grupo, ao NÓS.

    NÓS: proponho que vamos entrando e discutimos isso à mesa.

    um outro dia...

    O OUTRO DIA pode ser já o próximo.



     
    Era um café de bairro chamado Beatnik aludindo à juventude inconformista que
    nascera nos Estados Unidos da América. 

    Os beatniks foram artistas, escritores, poetas,
    músicos, entre outros, que participaram do movimento beat nos anos 50 do século XX e
    princípios dos anos 60 que subscreveram um estilo de vida anti materialista, na
    sequência da 2.ª Guerra Mundial.

    Semanalmente um grupo de amigas artistas e produtoras as que eram também
    consumidoras e tinham experiências diferentes que partilhavam, a Teresa, a Mónica, a
    Sylvia e a Cristina encontravam-se no Beatnik.

     Tinham criado aquele grupo de forma
    bastante informal e sem querer nada mais do que partilhar tempo juntas. Tinham
    descoberto o gosto da escrita e da leitura casualmente. Reuniam-se, com gosto,
    semanalmente. O espaço e tempo não eram indiferentes, tinham sido colegas de turma
    na faculdade em Lisboa e procuravam o primeiro emprego. Eram alentejanas convictas.

    Tinham ganho o hábito de trocar experiências que tinham vivido isoladamente e
    animavam o grupo. Eram assim como um esboço, rascunho de vida futura que criam
    criar em conjunto. Estavam abertas a novas ideias e o local ser o Café Beatnik vinha a
    propósito.

    Mónica: hoje começo eu rápido porque a vida chama por nós, não temos tempo a
    perder, vi ontem um filme muito giro com a Juliette Binoche chamado O sabor da vida:
    é de 2024.


    O SABOR DA VIDA 

    É um filme de drama romântico histórico francês, ambientado em 1885 que
    retrata os prazeres de fazer refeições e interliga-se com relações entre as personagens,
    muito engraçado. É um filme que explora os sentidos: as imagens, as cores, o gosto,
    tanto requinte leva-nos a saborear.

    Teresa: comecei a escrever, um pequeno texto sobre como o escritor pode levar o leitor
    a sentir experiências e parece-me que esse filme vai nessa onda, vou procurar O sabor
    da vida deu ontem na RTP 2. Já vai acrescentar ao pequeno rascunho, esboço que
    comecei.

    Sylvia: ontem vi também na RTP 2 um filme espetáculo Loop(ing), música eletrónica
    passado em 2022 em Lyon. 



    Rone, Dirk Brossé, Orchestre national de Lyon - Bora Vocal (Looping)

    Era outra coisa, outra época, mais atual, mais dançado, mas
    fez-me sentir os 5 sentidos, como se estivessem interligados, também devias ver Teresa e vocês todas, é muito bom.

    Cristina: ótimo, vou daqui sempre com muita coisa para ver destes encontros, a televisão agora é
    genial, assombrosa. Podemos ir ao passado, gravar do futuro, dos 2 RTP, passámos aos
    4 coma SIC e TVI e na altura, já era o futuro…

    Teresa: Engraçado como precisamos de experiência para criar mundo e procuramos
    experiência noutras Artes: cinema, pintura, música, museus, filmes, desportos vidas.

    Mónica: dizia Santo Agostinho que a felicidade é continuar a desejar o que já se tem. É
    uma rica experiência que nos passa, se conseguirmos viver segundo esta frase à procura
    da felicidade. Tantos séculos a viver segundo os homens, fazem falta, mas nada que um
    vibrador não resolva.

    Cristina interrompe a rir: não é assim tão verdade, os homens não são só sexo, pelo
    menos o André não é. Tenho conversas e segredos com ele que não vos lembra a vocês,
    muito inteligentes, aprendo imenso com ele.

    Sylvia: é curioso como todos temos novas experiências do que somos, fazemos e
    queremos nas nossas vidas. Cada leitor lê o seu texto do mesmo livro de acordo com o
    tempo e o espaço onde lê.

    Cristina: mais essa, estou muito otimista acerca do mundo que virá com novos livros
    que formarão o muitas ideias novas que irão criar espaços fabulosos, fantásticos por
    descobrir, mas temos de fazer por eles, por nós. A vida chama por nós, até para a
    semana e levanta-se em despedidas… (num dia moderno as 24h eram cada vez
    menos… mais curtas)

    Um OUTRO DIA virá!?

    07 novembro 2025

    sintam o novo ar que aí vem na América

    Zohran Mamdani Says He's Ready for Donald Trump | The New Yorker Interview


    Em Nova York!

    Após um mau presidente tem que vir um rapper, que pensa bem, é de esquerda, foi eleito na câmara de nova York e sobretudo é anti Trump

    29 outubro 2025

    estreito ser tenta larguras...

    O mar nem sempre está calmo, felizmente

    Mas tem fases em que está endiabrado, é preciso encontrar as correntes alegres nele para o tornar de novo Belo, as fantasias coloridas.

    Quantas ventanias nascem atrás das esquinas e se escondem por trás dos biombos luminosos claros e aquáticos!?

    Quantos soluços são engolidos por piscar de olhos no pescoço!?

    Quantos amigos se perdem na vida ou se adiam até ver...

    Amores debaixo das mesas entre as canelas e os calcanhares?

    E quando suspiramos relembramos amores, gostos e sabores

    Memórias do tempo pior para pensar 'estamos tão bem agora', podemos sempre estar pior e melhor.

    Estamos bem assim!