21 dezembro 2025

Natal de 2025... nascer significa vir ao mundo


Todos nascemos.

Todos construímos vida a partir de um nascimento de dor, sangue, órgãos e lágrimas, uma sujidade imunda, o nosso corpo tem qualquer coisa de divino sempre em constante ajuste, nunca somos completos

Muito amor também, perdoem-me os mais céticos: todo o Nascimento tem de ter algum amor, mas ‘há sempre exceções a cumprir a regra’.

Esta história da vida e do corpo foi bem esgalhada. Quase divina se não errássemos tantas vezes.

E a partir daqui, do nascimento, passamos a ser responsáveis pela nossa limpeza, talvez seja gradual.

Com dois anos ninguém toma banho e veste-se sozinho.

De bebés para crianças, jovens, adultos, velhos.

Homens e mulheres, transgéneros.

Nunca somos inteiramente só masculinos e femininos, está tudo envolvido no mesmo corpo e alma; todo o homem machão tem uma mãe dentro dele e vice-versa; a mulher mais feminina tem qualquer coisa de macho, lamento.

Eficientes e deficientes, gordos, atléticos e magros.

O corpo dá uma trabalheira a limpar areia na praia.

E óleo das mãos; organizar porcas e parafusos numa oficina, encher pneus numa bicicleta.

Arranjar motores e colocar rodas quando furam já foi mais difícil, agora há computadores e inteligência artificial

Do norte, centro e sul: o mundo, o planeta é imenso, vasto, longo, amplo e livre; na maioria dos casos estamos presos por laços de afeto e sentimentos.

Com vários tons e cores: mais e menos bronzeados, tostados, pálidos, negros, ruivos; várias cores e o arco-íris, que linda é a natureza.

Na verdade, por muito egoístas que sejamos é impossível vivermos sozinhos, sem os outros, à parte do mundo, é complicado estar isolado, ser solitário.

Comer o pão e beber leite pela manhã só é possível por termos padeiros, vacas e leiteiros.

Tudo precisa dos outros.

Do acordar ao deitar, do nascer ao morrer, na saúde e na doença, até que a morte nos separe a dançar.

E vivemos para ajudar a sociedade a ser melhor.

Desde sempre e em tudo o amor deixou de ser parte naïve e ingénua para passar a ser uma ideia construtiva que não se alimenta só no Natal e é diária, habitual deve ser (perdoem-me o moralismo) desperta por ti, por mim e por nós; há pessoas mais independentes e autónomas.  Desconfio, que nunca nenhum de vocês passou uma semana trancado e isolado do mundo.

E o Natal é um espaço de recarregar baterias.

É boa comida, doces, são pessoas amigas, é gente, é festa.

É lembrar que a vida é um privilégio e não um direito

- BOM NATAL -


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