Todos nascemos.
Todos construímos vida a partir de um
nascimento de dor, sangue, órgãos e lágrimas, uma sujidade imunda, o nosso
corpo tem qualquer coisa de divino sempre em constante ajuste, nunca somos
completos
Muito amor também, perdoem-me os mais
céticos: todo o Nascimento tem de ter algum amor, mas ‘há sempre exceções a
cumprir a regra’.
Esta história da vida e do corpo foi
bem esgalhada. Quase divina se não errássemos tantas vezes.
E a partir daqui, do nascimento,
passamos a ser responsáveis pela nossa limpeza, talvez seja gradual.
Com dois anos ninguém toma banho e
veste-se sozinho.
De bebés para crianças, jovens,
adultos, velhos.
Homens e mulheres, transgéneros.
Nunca somos inteiramente só masculinos
e femininos, está tudo envolvido no mesmo corpo e alma; todo o homem machão tem
uma mãe dentro dele e vice-versa; a mulher mais feminina tem qualquer coisa de
macho, lamento.
Eficientes e deficientes, gordos,
atléticos e magros.
O corpo dá uma trabalheira a limpar
areia na praia.
E óleo das mãos; organizar porcas e
parafusos numa oficina, encher pneus numa bicicleta.
Arranjar motores e colocar rodas
quando furam já foi mais difícil, agora há computadores e inteligência
artificial
Do norte, centro e sul: o mundo, o
planeta é imenso, vasto, longo, amplo e livre; na maioria dos casos estamos
presos por laços de afeto e sentimentos.
Com vários tons e cores: mais e menos
bronzeados, tostados, pálidos, negros, ruivos; várias cores e o arco-íris, que
linda é a natureza.
Na verdade, por muito egoístas que
sejamos é impossível vivermos sozinhos, sem os outros, à parte do mundo, é
complicado estar isolado, ser solitário.
Comer o pão e beber leite pela manhã
só é possível por termos padeiros, vacas e leiteiros.
Tudo precisa dos outros.
Do acordar ao deitar, do nascer ao
morrer, na saúde e na doença, até que a morte nos separe a dançar.
E vivemos para ajudar a sociedade a
ser melhor.
Desde sempre e em tudo o amor deixou
de ser parte naïve e ingénua para passar a ser uma ideia construtiva que não se
alimenta só no Natal e é diária, habitual deve ser (perdoem-me o moralismo)
desperta por ti, por mim e por nós; há pessoas mais independentes e autónomas. Desconfio, que nunca nenhum de vocês passou
uma semana trancado e isolado do mundo.
E o Natal é um espaço de recarregar
baterias.
É boa comida, doces, são pessoas
amigas, é gente, é festa.
É lembrar que a vida é um privilégio
e não um direito
- BOM NATAL -

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