18 setembro 2019

construção

Erguem-se caminhos, 

Descobrem-se vivências,

Abrem-se janelas por onde espreitas

Para longe, sobre as nuvens,

A altura é larga e redonda.

É doce o fosso, picante e salgado à vez,

É escolhas.

Direita, esquerda, em frente,

Temos a liberdade de errar, falhar, tentar de novo,

Tentar outra vez.

Falhar melhor, falhar diferente,

Curvas, rectas, subidas e descidas,

Cruzamentos, socalcos, buracos,

A VIDA é toda um horizonte! 

05 setembro 2019

Das Brumas da memória: E se a terra for plana?


É Almodôvar!!! ;)



Dor e Glória - Pedro Almodôvar


Ambiente que sabe bem partilhar.

Qualquer bom autor fala da sua vida, de si, do EU, como fugir à vida?

Fala da importância das Mães, retrata a Homossexualidade e tem Amor por todo o lado: tudo já visto e único e especial em dignidade.

António Banderas e Penélope Cruz pintados sob outra perspectiva!

Almodôvar espanta sempre pela qualidade!

04 setembro 2019

porque gosto de escrever?

Porque me possibilita pensar melhor ou pelo menos não pensar mal, perceber se estou a pensar mal, quando e porquê.

Se isto é dirigido a uma criança tenho que eliminar filosofias.

Escrever é dos gozos mais fortes e íntimos que podes construir, sem poesia!

Querida menina,

Porque escrever não é trabalho de casa, aborrecimento, vontade de gente adulta, prisão; é Liberdade;

Escrever permite-nos ser nós doutra maneira, brincar connosco e com quem nos lê;

É um jogo divertido de aprender; permite-nos ler as nossas ideias, pô-las cá fora, no mundo, é outra forma de ser EU, melhorar a nossa vida;

Escrever permite-nos descobrir outras formas de dizer e de pensar, imaginar, viajar, contar, brincar;

Escrever é magia feita por nós e também dá para, quando estudamos menos, tirar boas notas para nós próprios;

Escrever é não nos aborrecermos mesmo se estivermos sozinhos;

Escrever é descoberta e é boa forma de, se está mau tempo, nos entretermos; escrever não tem tempo, é horizonte aberto e respiração;

Também pode ser dança, música, jogo, invenção e realidade, pode ser o que quiseres;

Escrever é espaço aberto, é procura vontade de ser melhor;

regresso privilegiado

Era um pedido de escrita: 'porque gostas de escrever?'

Porque escrever é como uma conversa connosco mesmo, próprios.

Permite-nos perceber capacidades, escolher para onde vamos, queremos ir, fugir a nós.

Realidade versus Alienação?

Ou como todos construímos as nossas realidades, por vezes, mais próxima de todos os outros ou mais intimas mas sempre únicas...

Em defesa da alienação: a realidade nem sempre é bem criada/perspectivada por nós ou é difícil perceber o que é real ou não; 

E a ficção pode ser outro caminho mais ameno; não é uma fuga, é só seguir por outros caminhos, sabendo que há muitas/imensas formas/caminhos para chegar ao mesmo sítio e que nem sempre somos o mesmo ao longo do dia e da vida;

De manhã, à tarde, à noite, de madrugada;

Acordados, a dormir, com sono;

Na Primavera, no Verão, no Outono, no Inverno;

Recém nascidos, crianças, jovens, adultos, idosos;

Homens e Mulheres, transgéneros;

No trabalho, a estudar, a pensar, a ginasticar, a conversar, com e sem amigos/as e/ou família; 

Somos muito os outros;

Inventar.

Imaginar.

Recordar.

Sonhar.

Criar.

Futurar.

Espacializar.

Ser esperança,

Concretizar.

Historificar.

Livrar.

Estudar.

Animar.

Romancear.

Filmar.

Cinematrogafar.

A escrever;

A ler;

A sorrir;

Bem ou mal;

---------------- VIVOS COM ENERGIA -----------------

15 agosto 2019

Acredito que a verdade não pode ser encontrada só nas maiorias.

Nem todos tivemos a sorte de poder crescer num pedaço de mundo calmo e tranquilo, onde nunca nada faltou.

Sinto que aqueles de nós que tiveram essa sorte, sem nunca nada termos feito para a merecer, têm o dever de contribuir para alargar essas condições ao maior número de pessoas possível. Sinto que temos de contar a história dos que não tiveram e não têm essa sorte, bem como de exigir que quem tem poder para melhorar as coisas, o faça: aqui e assim (link)! 

Preocupa-me o sentido desta coisa a que chamamos vida. 


Pela berma um achismo: acho que não há um único sentido ou há tantos como pessoas, preocupar mo-nos com esse nosso sentido é a nossa responsabilidade a construir.

As várias frases Aqui (link) descobertas pertencem ao Sobre Nós do jornal informal alternativo FUMAÇA que é um sentido invejável descoberto por eles.

10 agosto 2019

Quando vou à terra - Banzão - fico por lá!


Nasci em Lisboa e vivi até à 1ª classe na cidade nova em Odivelas, num 10º andar de que me orgulhava de viver lá no topo; a 2ª classe vim fazê-la no Mucifal, freguesia de Colares, concelho de Sintra e a minha terra tornou-se esta. Dos 07 aos 20 sem tempo correto era assim:

No fim da primária fui para a C+S da Sarrazola 


Onde toda a malta nova da região se juntava, quem andou na Sarrazola fala dela com paixão, não se esquece, havia 6 turmas por ano:

1) Colares
2) Almoçageme
3) Galamares
4) Mucifal
5)  Praia das Maçãs e Azenhas do Mar;
6) Nafarros e Fontanelas;

Era um mundo novo onde dos mais velhos que éramos passámos a ser os mais pequenos com 10 anos.

Inventámos um jogo ou adaptámos o subutteo, fazíamos jogadores em madeira,  éramos verdadeiros artesãos talhando corpos adaptados às funções. 

Equipávamos com fitas isoladoras coloridas e numerávamos, o campo eram velhas alcatifas (maior que os campos de subutteo piriris) marcados a preceito com ferros de soldar, havia torneios internacionais e tudo, prémios, divisões, trocas de jogadores, melhores jogadores, marcadores; as bolas eram retiradas dos rollons desidratantes e secos; as balizas eram construídas, soldadas a ferro e enredadas com sacos de rede de batatas.

Estudávamos desde King, ao trivial, ao sobe e desce a matérias em fases de testes.

Tínhamos o costume de vir após os dois/três kms a pé de retorno desde a Praia das Maçãs e fazer torradas com manteiga e beber chá, havia quem comesse arroz branco aquecido, certa vez, resolvemos alargar o jogo do quarto escuro à casa toda e quando acendemos a luz estava a um canto o jovem do arroz, moçambicano, pele negra e sorriso largo a comer baba de camelo à colherada de uma tigela; certo dia pusemos 17 jovens dentro de um 2 CV de um colega; toda a turma pegou no carro do professor de matemática pela zona de baixo e carregámos o carro para o meio do relvado inclinado

Roubávamos fruta (ameixas, nêsperas e... nabos), dávamos mergulhos em piscinas de casas de verão, ganhávamos dinheiro a apanhar pinha, íamos acampar para a serra, aprendi que jogar bem à bola dava um jeitão para fazer amigos, começámos a ter animais de estimação e torná-los nossos amigos (gatos e cães: Bonjour, Bonsoir, Índia, Leão, Ginja, Félix, Murtillo e etc.); rondávamos as festas de aldeia da região, perto do mar, faltávamos às aulas e éramos dos primeiros banhistas no verão nas motos 50 CC  DTLC mas a terra e escola acabavam em Sintra no secundário era a norma, não se falava em faculdade; 

Mas quando cheguei à faculdade, Lisboa afastou-me da terra, voltava diariamente cansado do dia fatigante de trabalho. 

Tenho ouvido por aí dizer a má língua que em Sintra chove muito e está sempre cinzento, respondo que Todo o jardim para ser bonito precisa de ser regado, gosto muito de cá viver e isso é só inveja a falar, venham lá fazer turismo! Não é para quem quer, é para quem pode!

03 agosto 2019

é urgente abrandar

Vivemos no tempo da pressa. Crescemos depressa. Trabalhamos depressa.
Comemos, bebemos, dormimos depressa.
Esquecemos depressa o que vemos depressa. E quando lemos, lemos depressa.
Amamos depressa. Fartamos depressa. E quando não enviamos emojis, escrevemos dprs.
Depressa não é para a frente. É só… urgente.
Depressa é à pressa.

Nós somos da terra do devagar. 
Devagar tem outro sabor. Devagar é melhor.
Devagar tem respeito.
Devagar é um talento, e vai longe.
Sim, vivemos no tempo da pressa. Mas se tudo o que fizermos for para ontem, o que acontece a hoje e ao amanhã?

Há várias maneiras de andar para a frente. Esta é a nossa.

n'As brumas da memória falava-se em 'escravos do clima'


«Todos os dias alguém diz que “o pior é a carne”, “o pior é a roupa”, “o pior é andar de avião”, “o pior são os transportes”, “o pior é o desperdício”.

No meio do caos sobre o que fazer com as alterações climáticas, as más notícias acumulam-se. Nos últimos dias vi que 1) até o gelo das zonas mais elevadas da Gronelândia está a derreter; 2) ninguém ligou ao alerta do secretário-geral da ONU, António Guterres, de que é preciso reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 45% até 2030; 3) os países do G20 são responsáveis por 80% das emissões poluentes, mas os países em desenvolvimento, responsáveis por 10%, vão suportar 75% dos custos ambientais da emergência climática; 4) em 2000 anos nunca o aquecimento foi tão global; 5) em Junho o desmatamento na Amazónia duplicou em relação a Maio; e 6) se cada americano comesse menos um hambúrguer por semana isso equivaleria a menos dez milhões de carros por ano nas estradas.

Decidi que não vou perder tempo a perceber o que é “o pior”. Muito menos quem tem razão no debate sobre se as alterações climáticas vão ser graduais ou abruptas.

Ao meu nível — cidadã de um dos 31 países desenvolvidos — basta aplicar a fórmula do arquitecto Mies van der Rohe: “Less is more.” Para quê complicar? Menos carne, menos roupa, menos plásticos, menos transportes, menos desperdício.

Não é preciso sacrifício, nem passar a ser vegan, nem aderir ao movimento No Fly. Talvez seja verdade que “o pior é andar de avião”. Por quilómetro, os aviões emitem 285 gramas de dióxido de carbono por passageiro, mais do dobro dos carros. Mas, na prática, deixar de andar de avião seria deixar de viajar. Nunca mais voltaria a Tóquio (218 horas de carro) ou a Nova Iorque (12 dias de barco).

Como não estou sozinha — somos mil e dois milhões e novecentos mil nos 31 países desenvolvidos do mundo —, fico sempre espantada quando me dizem que tanto faz se comemos um bife todos os dias ou compramos uma garrafa de plástico, porque isso é uma gota irrelevante na imensidão dos problemas do planeta. Como tanto faz? Somos 1002,9 milhões de cidadãos ricos.

São as políticas públicas — as regras, as limitações, a legislação — que vão resolver o problema. O professor Viriato Soromenho-Marques explica isso há anos. E têm de ser políticas convergentes. É inútil à segunda-feira tomar uma decisão para mitigar as alterações climáticas e à terça tomar outra decisão que agrava as alterações climáticas. O professor Miguel Bastos Araújo voltou a falar disso esta semana num Lisbon Talk do Clube de Lisboa sobre geoestratégia e alterações climáticas. Mas a lentidão dos decisores políticos não pode ser bode expiatório para a nossa indiferença. Não basta reciclar, é preciso consumir menos.

O Center for a Livable Future, da Universidade Johns Hopkins, concluiu em 2015 que, a manter-se a tendência de consumo de carne no mundo — sempre a subir — entramos no território do “irreversível” em 2050, mesmo que haja até lá uma redução grande das emissões da energia, indústria e transportes. Só a produção pecuária representa 15% das emissões globais causadas pela actividade humana — mais do que todo o sector dos transportes. Destes 15%, 40% são causados pela fermentação entérica, o particular processo de digestão dos animais ruminantes que os faz libertar metano. Quando chegamos a este tipo de números, há sempre alguém que tem argumentos contrários e diz que o metano é “o problema menor”.

Por isso fico-me pelo simples, que parece incontroverso. Esta segunda-feira, o planeta entrou em crédito climático. A 29 de Julho atingimos o limite do uso sustentável de recursos naturais disponíveis para 2019, ou seja, gastámos todo o “orçamento natural” que tínhamos para o ano inteiro nos primeiros sete meses. Chama-se Dia da Sobrecarga da Terra. No ano passado, foi a 1 de Agosto, em 2017 foi a 3 de Agosto, em 2016 foi a 5 de Agosto. É assim desde 1970, o último ano em que não entrámos em défice climático.

Vale a pena ver os gráficos de barras da Global Footprint Network. Em 1973, chegámos à sobrecarga em Dezembro (duas semanas de défice). Em 1979, passámos para Novembro (dois meses de défice). Em 2004, para Setembro (três meses de défice). Em 2017, para Agosto (cinco meses de défice). E agora já estamos em Julho. Para os adeptos do “tanto faz”, procurem os anos da crise. Não é preciso uma lupa. Vêem-se muito bem. Tínhamos menos dinheiro, consumimos menos, a pegada ecológica foi menor.

Numa versão ainda mais simples, a de Miguel Bastos Araújo: “Em média, cada cidadão americano consome o equivalente a ter 150 escravos climáticos. A energia produzida por 150 pessoas que trabalham de graça equivale ao que cada americano gasta em transportes, a aquecer a casa, a usar a Internet e todas as coisas que fazemos no mundo moderno. Estamos a ficar aristocratas medievais, com muitos escravos climáticos a trabalhar para nós.”»

30 julho 2019

conceitos falíveis


Podemos escolher olhar para os defeitos que tem ou para as vantagens que 
trazem, uma visão optimista ou pessimista, simplista:

Digamos, que à partida sei que qualquer uma destas palavras (escolhidas 
aleatoriamente) mereciam mais que um parágrafo desafiador de debate de 
ideias mas foi giro o exercício e fez-me pensar.

1) Cada carro: 
Mobilidade ou poluição; velocidade/pressa ou trânsito/acidentes;

2) O trânsito: 
Linguagem comum aos condutores/acessibilidades e filas

3) Cada governo: 
Corrupção ou organização; cada casa, rua, freguesia, local, nacional, 
continental, mundial

4) Cada país: 
Cultura ou sobrevivência, História, Fronteiras.

5) Cada população: 
Qualidades e/ou defeitos

6) Cada corpo: 
Uma coisa tão bem pensada só pode ter sido feita por deus no corpo de uma 
mulher; amontoado de órgãos por vezes: ‘há quem viva sem dar por nada, há 
quem morra sem tal saber’ (José Afonso)

7) Cada órgão e membro: 
Quando falha sente-se a perfeição de tudo tão bem orquestrado; há gente tão
 descoordenada… mas quando somos coordenados é tão maravilhoso.

8) Cada olhar: 
Quando te põem uma venda sentes  os restantes órgãos aparecer; a cegueira é
 ver/sentir outro mundo; é como a entrada por onde sai o Amor, transmites 
energias.

9) O falar: 
É assombrosa a linguagem; todos precisamos de encontrar nossas estratégias 
para comunicar se falha e a barulheira que fazemos por vezes.

10) O andar: 
Estão as pernas responsáveis por transportar o corpo; 
Andar nunca é só andar.
11) Um computador: 
Já houve um tempo em que não existiam? Há quem viva sem eles? São um rival do viver ao ar 
livre?

12) Cada receita: 
Retira gosto à improvisação, é uma forma de combater inaptidões; pode-se 
melhorar cada gesto.

13) Cada cozinha: 
É ao jeito de quem cozinha. Tanto sal, como açúcar, calma e rapidez.

14) As casas: 
São quem vive nelas, nem sempre isto, nem sempre aquilo; há casas matinais,
 nocturnas e diurnas, casas sociais, individuais, de época, de idade ou 
género e que mudam muito ou pouco, há de tudo!

15) O mar: 
É sempre belo e tem vida própria, e sempre visto de onde vês, tem correntes, 
marés e ondas; e diz poesia se paras a escutar; pode ser horrível e afogar 
casas e pessoas;

16) A política: 
Se disser que somos todos políticos arrisco-me a levar uma berlaitada; todos
 vivemos uns com os outros a cuidar da nossa Polis comum; a democracia é o 
melhor de todos os sistemas com excepção de todos os outros (SG Gigante) a 
abstenção tem crescido e aparecido outras formas de fazer política (redes 
sociais); esquerda – direita; comunismo – capitalismo; individualismo 
socialismo: organizar o todo é bem se fosse fácil não tinha piada!

17) A Internet: 
É larga e é o mundo, consagra nela todos os defeitos e qualidades do ser 
humano; é usurpadora das ruas com gente, dos passeios;

18) A escrita: 
Vivemos num tempo em que quem não sabe escrever ou/e ler é deficiente mas há 
tantas formas diferentes de a usar que nem sempre é bom ser escritor e leitor; escrever 
precisa de tempo e atenção;

19) As regras: 
Viver sem regras é impossível, com excesso delas é complicado e para jogar bem o jogo 
necessário compreendê-las; vejam-se os árbitros neste nosso mundo, posição ingrata, pois!

20) As máquinas: 
Inventadas pelos humanos são por vezes úteis, por vezes, potenciadoras e/ou castradoras das 
potencialidades deles;

21) A televisão: 
É uma forma de te tornar social e entreter, mas torna-te sentado a tempo inteiro; por outro 
lado pode ser estimuladora de ideias e agora a televisão moderna tem tanta coisa;

22) O telefone: 
Há quem seja comunicador por excelência, quem não o use, quem se esqueça dele; estar com as 
pessoas já não é uma questão de distância ou talvez o seja cada vez mais.

23) Maternidade: 
Ninguém pode perceber o que representa tal promessa de dar vida futura para outrem, nenhum 
pai, nenhum filho, nenhuma mulher, nem talvez a própria, está para lá de conceitos como o 
ser/existir no mundo; não temos todos que ser pais e mães, não é obrigatório ao ser pessoa!

24) Educação: 
Tem a ver com o cuidado de pôr alguém no mundo; não há regras formatadas: o que pode ser bom 
para um, pode ser castrador para outro; conceitos como a autonomia e a liberdade serão 
sempre duvidosos no educador e no educado, o conceito de bem ou mal educado são tão largos 
como o Número de pessoas existentes no mundo;

25) Sociedade: 
Somos uns dependentes dos outros, somos interdependentes; tradicionais e 
modernas são às vezes paralelas, outras opostas.
Como uma pessoa que cresce e modifica/ganha ou perde características de 
personalidade um Sociedade é isso em expoente por muitas pessoas.
Podíamos viver uns sem os outros!?
Podíamos, uns mais que outros mas não tinha a mesma piada: tem vantagens e 
desvantagens, como tudo!

26) Cinema e televisão: 
É incrível o que nos faz viajar, às vezes, para melhores espaços e ideias, 
por vezes, faz-nos perceber como vivemos bem.

27) Espaço: estão as duas ligadas as duas últimas palavras, o espaço tem 
diminuído e, também, aumentado ao longo do tempo.
Diminuído porque se tem descoberto o que faltava descobrir mas aumentado 
também porque se descobre ainda mais espaço por descobrir. 
Exemplo: o espaço cosmonauta, internético, das personalidades.

28) Tempo: o tempo não existe, o tempo é nossa invenção, no entanto, tem 
ganho cada vez mais peso.

Já houve um tempo em que a luz do sol, da lua e as marés eram bitolas fortes 
no dia a dia de cada um, hoje a vida nocturna tornou-se presente na diária 
de cada um.
Nasceu o stress, os jet lags, as ansiedades,o tempo cronometrizado, os 
atrasos...

Nasceram as épocas festivas, de trabalho árduo, as folgas, os calendários, o 
dia a dia, os relógios, as datas…

Nasceu outro mundo irreconhecível onde todos têm o seu tempo…

29) Sorte: acredito que temos que fazer por ela, se olharmos para a vida 
procurando optimismos és sortudo, se em tudo encontrares peso és azarento.

30) Amor: põe em tudo Amor, é tremendamente difícil mas deve ser o teu 

objectivo fundamental, viver com altruísmo é a maneira mais óbvia de 
cuidares de ti e seres egoísta; e o amor é-te devolvido como por magia. de ti e seres 
egoísta; e o amor é-te devolvido como por magia.


31) Tudo depende: 

É a coisa mais gira da vida, somos responsáveis (ou não) por controlarmos 
para onde e como vai, pode ir para ali ou não, ser bom ou mau, depende!
Depende de como cuidas de ti essencialmente a vida acontece toda à tua volta, 
de como lidas/crias com as situações, se te deixas ir com a maré ou controlas a
 corrente.

32) Sem preconceito:

Pensamos todos por preconceitos, imagens que criamos dos outros 
previamente!

Não ter preconceito é viver com a cabeça vazia ou com ela noutro lado, os 
conceitos que formamos sobre cada um são condicionados das várias 
dependências a que estamos sujeitos.

32) Trincheira:
Guerra, há gente que passa a vida entrincheirado, protecção, defesa, pausa
para preparação de novo ataque, refúgio, alvo;
Zona escavada na terra onde a frente é protegida por sacos de areia 
amontoados;
 

Trinta e duas palavras/conceitos escolhidas aleatoriamente, a querer destrinçar 
preto/escuro,  do branco/claro mas cada uma é bem mais cores e tons que 
esses. A sensação que me dá é que quanto mais tempo recai sobre estas linhas 
mais ideias/conceitos iam surgir e é tão bom ter esta liberdade de pensar: 
30 é um número redondo e fico por aqui com todo o meu Amor me despeço com um 
Até já!

A MINHA PROPOSTA É QUE DEIXES UM CONCEITO PARA PENSAR NA CAIXA DAS MENSAGENS!

23 julho 2019

Trump e a estratégia do racismo


«A questão racial nos Estados Unidos tem estado omnipresente no debate político norte-americano, desde a fundação do país até à atualidade.

Na génese dos EUA, a casta dominante dos WASPs (acrónimo que em inglês significa Branco, Anglo-Saxão e Protestante), descendente dos primeiros colonizadores europeus do território, tratou de assegurar os privilégios políticos, económicos e sociais face aos demais grupos étnicos. Numa primeira fase os imigrantes europeus não protestantes (e.g. irlandeses, italianos, polacos), foram-se emancipando e, posteriormente, outros tantos grupos étnicos conquistaram o seu espaço nos EUA. Atualmente encontram-se afro-americanos, latinos, judeus, ou asiáticos em todo o tipo de profissões e cargos públicos.

Contudo, importa não esquecer que os EUA são de facto um país jovem. Ainda estão presentes os ressentimentos decorrentes dos grandes conflitos que marcaram a década de 60 do século XX, com o movimento dos direitos civis, ou mesmo a própria Guerra Civil Americana, que ocorreu cem anos antes, onde a questão racial foi um dos temas centrais.

Recentemente o Presidente Donald Trump reanimou o tema de forma calculista, com o polémico tweet dirigido às congressistas Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Rashida Tlaib e Ayanna Pressley. Mas não foi o primeiro presidente norte-americano a fazê-lo. A história política dos EUA é fértil em exemplos semelhantes não só do lado republicano, mas também do lado democrata com conhecidos líderes como George Wallace, Governador do Alabama, que até ao final dos anos 70 do século anterior defendeu o segregacionismo de forma populista para agradar ao eleitorado do seu estado.

Apesar das alterações políticas e legislativas que decorreram, a questão racial está longe de estar arrumada no sótão da curta história dos EUA e Donald Trump aproveitou-se disso. Ao contrário do que alguns dos seus críticos pensam, Trump não é um político amador e desajeitado que comunica irreflectidamente. O presidente norte-americano é exímio na forma como decide qual deve ser a agenda política e mediática. Ele coloca os americanos e o mundo a discutir aquilo que ele entende que deve ser discutido no momento.

Trump já está em campanha eleitoral. As suas declarações são pensadas com um único objectivo – ganhar as eleições presidenciais do próximo ano. O “convite” de Trump para as congressistas democratas saírem dos EUA teve várias intenções: posicionar o Partido Democrata o mais à esquerda possível, obrigando-o a fazer a defesa das quatro congressistas conectadas com a ala de esquerda mais radical do partido; seduzir o eleitorado supremacista branco tradicional e a geração mais moderna da alt-right; e retirar da agenda temas que prejudicam a sua eleição (nomeadamente a prisão do seu amigo de longa data Jeffrey Epstein e a investigação sobre o seu alegado envolvimento na intervenção russa durante as eleições de 2016).

Após o polémico tweet, uma sondagem realizada pelo USA Today/Ipsos relevou dois dados importantes: a popularidade de Trump junto do eleitorado republicano aumentou 5% e desceu 2% junto dos democratas; e 70% do eleitorado republicano considera existir má-fé por parte de quem acusa alguém de ser racista. Estes resultados permitem concluir que Trump conseguiu polarizar o debate e cerrar fileiras junto do Partido Republicano para o combate que se advinha cada vez mais aceso. Esta é a guerra que Trump quer levar para as próximas eleições presidenciais – “nós” contra “eles”, em que o “nós” é uma personificação do verdadeiro cidadão americano, liderado por Trump.

O alegado racismo de Trump, alimentado por declarações sugestivas, é uma estratégia que serve o propósito de mascarar o seu populismo clássico.

Trump parte na dianteira da corrida eleitoral. O presidente norte-americano lidera as sondagens para as presidenciais, num momento em que o Partido Democrata ainda não escolheu o seu candidato. Subestimar a sua estratégia e comprar a sua guerra resultará numa reeleição fácil em 2020.»

David Pimenta

18 julho 2019

escola, trabalho e família...


... assim como assim, apesar de tudo, a vida é bem mais que isto, oh se é! 

E cada uma dessas palavras são enormes e o caminho tem muitas velocidades, mais e menos lentas e/ou rápidas e mais curvas, rectas, descidas e subidas!

A vida não é esse caminho previsível e sempre igual

17 julho 2019

Daniel Oliveira numa boa legenda

Porque é que Pedro Nuno Santos vai mesmo ser líder do PS

Aconselho a entrevista que Vítor Gonçalves fez a Pedro Nuno Santos. Não por encontrarem por lá uma cacha ou grande novidade. Nem sequer por o ministro ter desenvolvido um discurso especialmente denso ou sofisticado sobre o futuro do país ou da esquerda, o que se passou nos últimos quatro anos ou o que se passará nos próximos quatro. Apenas porque fica claro porque é que, mais tarde ou mais cedo, Pedro Nuno Santos será líder do PS.

O que causa impacto naquela entrevista é a clareza nas intenções, pouco habitual em dirigentes do PS. Clareza em assumir os aliados como aliados, os adversários como adversários, o campo político da esquerda como lugar de morada, a identidade socialista sem qualquer complexo e a convicção de que é da existência de campos que se apresentam como alternativa que depende a saúde da democracia. A isso, Pedro Nuno Santos juntou a assunção dos bloqueios europeus, contra os quais pouco mais consegue propor do que uma gestão de forças e expectativas. É a sua fragilidade. Para não se confrontar com esses bloqueios em todas as suas consequências, exagerou na capacidade que este Governo mostrou nos embates com Bruxelas e ignorou o papel de Centeno como controleiro do Eurogrupo em Lisboa.

Pedro Nuno Santos acredita que a única forma de salvar a democracia é garantir que ela tem, dentro do seu próprio campo, alternativas políticas. Não estamos a falar de alternância no poder, em que o pessoal político muda para aplicar receitas semelhantes. Isso é o que tem matado a democracia como exercício de escolha entre caminhos divergentes, única forma de a manter aberta. Isto não quer dizer que a democracia não consiga reproduzir nas instituições os consensos que existem na sociedade. Consegue e deve fazê-lo. Quer dizer que a democracia não pode deixar de ter, no campo dos que a defendem, um plano B. Porque se desistirmos disso é fora do campo democrático que esse plano alternativo se construirá.

Em Portugal, os dois blocos terão de ser liderados pelo PS e pelo PSD, não devendo isso corresponder a um bloco central alternante, em que os pequenos se anulam. Isso seria ainda pior do que o passado, porque faria desaparecer a representação política de um quarto dos eleitores, que acabariam por migrar para margens antidemocráticas. Estes blocos têm de corresponder às sínteses dos que os compõem, dependendo essas sínteses do peso eleitoral relativo de cada um.

Teoricamente, António Costa também tem esta posição. Tanto, que foi obreiro da geringonça. Mas, neste tempo de fortíssima hegemonia neoliberal, há uma grande diferença entre considerar que os aliados naturais e estratégicos do PS são o BE e o PCP e apenas defender que BE e PCP devem ser incluídos no leque de alianças que podem construir maiorias, dando aos socialistas mais capacidade de escolha e derrubando um tabu de meio século. A segunda posição foi a de Costa e isso explica porque tem dedicado os últimos meses a tentar abrir o leque de escolhas. Porque há uma diferença entre uma aliança estratégica e uma aliança tática. Uma aliança estratégica não é um compromisso para a eternidade.

Assumindo que não há qualquer área em que não seja possível trabalhar com o Bloco e o PCP, Pedro Nuno Santos explicou a razão programática para a aliança estratégica que advoga: “Defender o Serviço Nacional de Saúde universal, público e tendencialmente gratuito só se faz com o PCP e com o Bloco, não se faz com o PSD e com o CDS. Investir na Escola Pública universal e gratuita só se faz com o PCP e com o Bloco de Esquerda. Travar qualquer tentação de entrega das nossas reformas aos mercados financeiros e até a reforma das fontes de financiamento só se faz com o PCP e com o Bloco de Esquerda, não se faz com o PSD e com o CDS. As reformas mais importantes para proteger o Estado social, que é a melhor e mais importante construção política que o povo português conseguiu em conjunto através do Estado, só se fazem com o PS, o PCP e o Bloco de Esquerda, não se fazem com o PSD e com o CDS.” Como tem sido óbvio, António Costa não tirou esta consequência estratégica da sua opção táctica.

À clareza estratégica tem de corresponder clareza retórica. Na entrevista, o ministro dedicou bastante tempo a contestar a ideia instalada de que as reformas só o são quando doem aos mais fracos – trabalhadores, desempregados, reformados. Quando há privatização, liberalização e cortes. Só assim são “decisões difíceis”. E disse uma frase que parece ser bastante arrogante: “A direita faz reformas erradas”. Na realidade, a frase é muito menos arrogante do que o discurso que conhecemos de sentido oposto: de que as reformas propostas pela esquerda nem reformas são, porque a realidade as esmaga. A falsa tecnocracia imposta pela direita conseguiu despolitizar a política, transformando os seus dogmas ideológicos, tão estrondosamente desmentidos na crise de 2008, em verdades incontestáveis. Isso sim, é arrogância. Espera-se que alguém ache que o que propõe está certo e, por isso, que as propostas de sentido inverso estão erradas. O que choca em Pedro Nuno Santos é não ter o habitual discurso auto justificativo nem colocar-se como charneira entre o “realismo” da direita e a “utopia” da esquerda. Porque quer liderar um bloco, não quer estar entre os que supostamente representam o possível, e os radicais, que o negam.

Já houve muitos dirigentes da ala esquerda do PS. Mas contentaram-se sempre com o papel de consciência crítica, quase sempre meramente retórica, do PS. Como prémio, tinham direito a uma quota de representação que iam gerindo com burocrático zelo. Nunca se importaram de ser usados para os confrontos com os partidos mais à esquerda, que sempre olharam como concorrência e não como potenciais aliados. Nunca tiveram uma estratégia de poder. Talvez seja uma questão geracional. Pedro Nuno Santos formou-se politicamente num período de derrota dos partidos socialistas à escala europeia. Terá aprendido com isso. E tem mais autonomia, poder interno e ambição do que muitos dos seus jovens turcos.

A passagem pelo Governo garantiu-lhe o tirocínio que lhe faltava: o do poder executivo. Na Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, que nunca foi tão importante como neste Governo, foi o pivô da geringonça. Conquistou a confiança dos parceiros e desatou muitos nós. Usando muitas vezes a autonomia política que tem do primeiro-ministro. A sua falta ficou evidente no momento em que saiu, com sucessão de desencontros. Aliás, atribuo a sua saída a uma vontade do primeiro-ministro em começar a encerrar este período. No Ministério das Infraestruturas e da Habitação ainda só teve vitórias semelhantes, provando as suas capacidades negociais. Falta-lhe tudo o resto. Se for reconduzido, e tudo indica que é essa a sua vontade, terá três desafios fundamentais: erguer uma política pública de habitação, vencer a crise dos transportes que o aumento da procura provocado pela redução dos preços dos passes sociais agravou e reerguer a CP, para dar ao transporte ferroviário o papel que deve ter no país. Tudo depende de dinheiro e não é ele quem tem as chaves do cofre.

Pedro Nuno Santos será líder do PS porque a escolha estratégica que propõe é a que sobra a um socialismo em brutal recuo por toda a Europa a que, apesar da ilusão cíclica que vivemos num oásis, não escaparemos. Tem do seu lado o papel que teve na geringonça, assim como as provas que deu de capacidade negocial. Tem do seu lado a correspondência da táctica com a estratégia, da estratégia com o programa e do programa com os aliados que deseja, o que lhe dá uma plataforma política mais sólida do que o PS tem hoje e um discurso muito mais claro. Tem do seu lado o facto de ser o primeiro dirigente da ala esquerda do PS que não se propõe ser a consciência crítica e domada do partido. Tem do seu lado o destino trágico dos partidos socialistas que quiserem permanecer no cómodo lugar de charneira política. E tem do seu lado a ausência de rostos mobilizadores que levem a cabo o programa político de reabilitação da terceira via, proposta por Augusto Santos Silva. Até tem do seu lado a idade e a sua autonomia política. Terá contra si muitos dos poderes que contam neste país e no seu partido e um percurso executivo que depende do dinheiro de Centeno e Costa.


Daniel Oliveira


 

DEScoordenado



Coordenação motora é a capacidade de usar de forma mais eficiente os músculos esqueléticos (grandes músculos), resultando em uma acção global mais eficiente, pratica e económica. 
Este tipo de coordenação permite a criança ou adulto dominar o corpo no espaço, controlando os movimentos mais rudes. Podemos perceber uma boa coordenação motora verificando a agilidade, velocidade e a energia que se demonstra.
Ex.: andar, pular, rastejar, escrever, rolar, etc.


Descoordenação é não ter essa capacidade desenvolvida, é não ser inteligente nesse prisma; não basta ter um corpo, é preciso saber usá-lo bem; e daqui ser preciso algum treino, alguma confiança nesse corpo, alguma prática.


Vamos dançar mas sou muito descoordenado...

As cadeiras de roda funcionam como adereços, dão piada à imagem, é a inclusão no seu sentido mais elementar, porque não podes dançar estando numa cadeira!?

Tendo movimento até terás outros gestos não melhores, nem piores, diferentes!
Olhas o espaço: está preenchido, sim, não e onde; avanças agora ou depois?

Ouve (-te!)!!!




Há ali um espaço vazio que merece ser respeitado e outro preenchido mas incompleto.

Dançar é respeitares os tempos: os teus e do outro porque  o tempo de cada um muda imenso.

Ouve o teu corpo, que te diz? É como uma construção, um poema, tens que sentir a energia que existe, que tens para dar e receber do espaço.

Dançar em cardume é complicado!: Talvez venha daí a sua piada: se fosse fácil não tinha piada!

Sabes que há um líder que comanda e que esse líder vai mudando, rodando, todo o cardume gira e movimenta-se a um mesmo tempo no espaço.

E sobre a dança enquanto arte cada um tem tanto a sentir...