07 janeiro 2021

PÁTIO-CÔR-DE-ROSA


PÁTIO-CÔR-DE-ROSA

Em frente a minha casa há um parque de crianças com um pátio-cor -de-rosa onde as crianças brincam, correm, deslizam nos seus skates, andam de triciclo, trotinete, bicicleta, enfim movimentam-se, porque o movimento é próprio das crianças, porque rolam com prazer sem objetivo ou destino, ao contrário do que é costume acontecer nos adultos. O som que me entra pela casa dessa agitação, é puro sossego e calmaria, como se estivesse a dormir acordado à beira-mar ou ouvir as ondas, na minha infância, por um búzio. Quando desço ao pátio-côr-de-rosa as crianças desenham a giz no asfalto o seu mundo imaginário, que é a verdade do mundo que é deles e que também é nosso e que ignoramos: a luta contra o POLVO que nos enlaça, LINTERÁS (Deus dos corpos e da riqueza), LIRA (Deusa das Jóias), na SUB-TERRA onde vive OME (Deus da Chacina). O tempo de exposição destas obras é curto, nos dias de inverno dura até à próxima chuvada, mas o Espanto e a Alegria e de as ver enche a alma tanto que o Portugal Futuro do Ruy Belo  emerge na minha memória como um canto.

 

                                                           O PORTUGAL FUTURO

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

RUY BELO

 






04 janeiro 2021

Bem vindos!


Demorei 12 anos (2008) para perceber o óbvio, que qualquer movimento ganha beleza com outro: uma brincadeira é melhor em grupo!

Assim, em 2021, hoje, o blogue renova-se com a escrita imaginada e a imagem (d)escrita do Jorge Abegão e da Maria Mateus que entre outras coisas também piquenicam bem, a experimentar quando o vírus estiver vacinado.

Queria começar este ano novo com boas coisas e partilhar convosco a escrita, pintura e imaginações nas nossa brincadeiras por essas vidas?

Venham de lá os vossos contributos... querem brincar comigo? 


A propósito de uma reportagem de Herberto Helder sobre um espetáculo de Carlos de Carmo em Luanda em 1971: "Vê o que fizeram da minha canção, mãe…"


Estávamos em 1971, ano da publicação do "Cantigas do Maio" de josé Afonso, mas também do Festival da Canção onde a canção "Menina", cantada por Tonicha com letra de Ary dos Santos tinha sido vencedora, do programa televisivo com grande sucesso ZIP ZIP (onde os novos "baladeiros" eram dados a conhecer). Luanda, dizia-se, fervilhava como uma cidade cosmopolita colonial e a guerra, para muitos, estava decidida militarmente em favor dos portugueses. O MPLA proclamava o governo de Angola no exílio. Herberto Helder , depois de uma dezena de livros já publicados, publica o seu livro  "Vocação Animal" , nos "cadernos de poesia" da editora Dom Quixote.

 Em 1971, Carlos do Carmo, com a sua carreira de intérprete a rolar, vai pela primeira vez a Luanda fazer um espetáculo, na sequência de um outro espetáculo que tinha feito em Lourenço Marques (Maputo).

Herberto Helder vivia em Luanda e tinha uma colaboração no "Notícia - Semanário Ilustrado" onde publicava artigos e decidiu fazer uma reportagem sobre Carlos de Carmo e o espetáculo. Nunca o tinha ouvido cantar, mas tinham-lhe dito "que andava às voltas com António Gedeão". Parte para entrevista com o "espírito corrupto", levando uma pergunta maliciosa na manga, que era aquela que no programa ZIP ZIP, um rapaz altíssimo, "com voz de trombone-dobradiças nas partes mais inesperadas do corpo" (julgo ser  Nuno Martins) perguntava sempre aos "baladeiros", após terem cantado, porque é que  eles cantavam ao que a resposta era sempre a mesma: "para comunicar".

HH vai ao ensaio do espetáculo, observa-o atentamente, ouve uma entrevista que ele dá para a rádio a "uns rapazes da tropa", as orientações na preparação do espetáculo e conclui que "há ali inteligência , cultura, informação, sábios modos de enfrentar os assuntos".  CC diz-lhe que quer fazer o seu caminho, quer cantar canções, poemas, que não o motiva ser um fadista tradicional. HH acha que chegou o momento de lhe fazer a pergunta maliciosa e vai daí, esperando " com escandaloso contentamento" a resposta useira, interpela-o: "porque é que você canta?" - "Canto por necessidade", responde CC. "Pronto já me lixou", pensa HH e volta à carga "não canta para comunicar com os outros?" Sim, responde CC, acrescentando "que isso acontece por ele não ceder a uma comunicação superficial" mas como resultante  (a comunicação) "precisamente devido a ele cantar por uma necessidade profunda" (…) "não se pode enganar o público, pelo menos por muito tempo. Se a gente está profundamente consigo própria, acaba por estar profundamente com os outros. E então comunica , no sentido mais nobre". HH reconhece-lhe a inteligência e considera que ele  "é um safado" por ter posto aquelas "armadilhas" a CC , mas acha que é assim "desta maneira que se vê como se move uma pessoa. Se é por si própria ou por corda como os brinquedos, ou por grãos de milho como os pombos".

HH ganha confiança, conta-lhe a história da pergunta e do ZIP ZIP e dos baladeiros e CC  insurge-se contra "a inflação de baladeiros" e diz que  só se pode confiar no Zeca Afonso, no Correia de Oliveira e no Manuel Freire".

A pedido CC fica a promessa de HH passar no camarim no final do espetáculo para lhe dar a opinião sobre o mesmo.

HH não é apreciador de fado, mas gosta da voz de CC. E das canções, caminho que acha que CC devia seguir. CC com certeza pensa o mesmo. Tentou umas canções e uns poemas, mas o público, aquele tipo de público que CC tinha já experimentado em Lourenço Marques, de "meia-idade" com poucos jovens, só quer fado, fado, fado, fado…".

HH a caminho do camarim acha que CC cedeu um pouco ao público e só lhe vem à cabeça uma canção de muito êxito   de Melanie Safka - Look What They've Done To My Song Ma (1970).

 Quem disse que "a linha é recta"?

Não confiem neste relato paupérrimo feito por mim e leiam, em homenagem a CC, o belíssima texto "Vê o que fizeram da minha canção, mãe…." no livro "Herberto Helder em minúsculas", Porto Editora, 2018.

E ouçam a música de Melanie, já agora! https://www.youtube.com/watch?v=Cqg3kcwAgso.

2020 foi assim, 2021 só pode ser melhor



01 janeiro 2021

Esperanças e limitações: bom ano!


Depois de Trump é complicado não fazer melhor mas Joe Biden 

(link) tem muita experiência de trabalhar quase 40 anos como 

senador no Senado Americano (link) americano, sabe da poda e uma 

equipa versão 0.2 da de Barack Obama melhorada: o mundo precisa 

de uma América forte!

No livro Promete-me pai (link) de Joe Biden a certa altura fala de um 

conselho que o pai lhe deu e ele tenta seguir: para cada pessoa com 

que te cruzas deves tentar perceber quais são as suas esperanças, 

qualidades e limitações, no momento, para o entenderes...

Porquê?

Porque uma equipa precisa  de líderes/exemplos, de capitães de 

equipa?

Porque precisa uma turma de delegados?

De um país de governos?

De um avião, comboio, carro, bicicleta, moto, qualquer veículo de um 

condutor?

O mundo não deixa de funcionar sem eles mas FUNCIONA 

MELHOR!

Tal como há a UE (União Europeia), a ONU (Organização das 

Nações Unidas), a OCDE (Organização para a Cooperação e 

Desenvolvimento Económico), a OMS (Organização Mundial de Saúde), a NAT(Organização do Tratado do Atlântico Norte), a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), a União Africana (é a organização internacional que promove a integração entre os países do continente africano), União Latina (link) e o Conselho da Europa (link), cada qual coordenando várias e diferentes áreas/temas em zonas diferentes do globo.

É importante que alguém coordene politicamente as coisas do lado de lá do mundo, na América que ponha os Estados Unidos!

31 dezembro 2020

O movimento


O calendário relembra-nos a metamorfose dos dias. 

Nestes tempos de renovada luz lanço deste lado esperanças de boa nova, de encontros de felicidade e de amizade. 

Depois do inverno vem sempre a primavera e é essa incondicional beleza, fortuna e luminosidade que todos os dias devemos procurar. 

Agora somos chamados a relembrar a importância dos tempos imediatos e dos laços construídos e da força e alegria da Vida como cascata incessante de luz. 

A água tem memória e o corpo transforma a memória em sentimento, arte e criação. Sejamos todos felizes na luz renovada nestes tempos como fénix. 

Até já porque a memória e os sentimentos não tem tempo, horário ou duração apenas pairam na eternidade como nevoeiro em manhã de D.Sebastião

27 dezembro 2020

Momento de Natal - 24.12.2020 - por Jorge Abegão


Hoje de manhã, terminada a marcha pelo Campo Grande, em conversa com um amigo no jardim de Telheiras, surge um pai espavorido e desnorteado, de máscara à banda, perguntando se não tínhamos visto uma criança de 4 anos, seu filho, que desaparecera sem deixar rasto. 

Disse que não sabia, perguntei como estava vestida a criança, tendo o pai referenciado que tinha um gorro cinzento e se chamava Francisco. O pai lá partiu a correr desnorteado. 

Eu que já tinha passado um dia por aquela angústia de pai, percebi o seu desespero e fiquei de atalaia no jardim. Eis senão quando vejo um gorro cinzento mover-se bem perto no jardim por detrás de uns arbustos. Arranco em passo de corrida e apanho o miúdo do gorro cinzento. Nada assustado e à minha pergunta se era o Francisco, manteve-se silencioso com um riso maroto, parecendo consciente da sua proeza. 

Trouxe-o pela mão e vendo a suposta mãe e irmãos no início do jardim, bracejando e gritando FRANCISCO!!! FRANCISCO!!, largo-o da mão, apoio  a minha mão nas costas dele, com um leve impulso e digo: vai, vai, corre, vai dar um abracinho à tua mãe!

Qual é a minha surpresa o Francisco dá meia-volta e desata a fugir em sentido contrário com a família esbracejando e correndo atrás dele em seu alcance: FRANCISCO!!! FRANCISCO!!. 

Apanhado pelo pai que vinha em sentido contrário, lá terminou a sua aventura, nunca tendo estado perdido, como o pai pensava, mas sim fugido e libertado. Ao longe a mãe apontava para mim indicando ao marido: - foi aquele senhor! 

E eu acenei com um sorriso, partilhando contraditoriamente o sentimento de alívio dos pais e  o sentimento cúmplice e efémero de liberdade da criança. 

Bom Natal!

25 dezembro 2020

Foi o nascimento de uma pessoa:


Nasceu bebé e cresceu, fez-se, por vezes, mulher,
noutras homem, não alimentava lutas de 
qualquer género. 
Formou-se corpo, voz, olhar, alma e pensamento, 
lançou relações, criou segredos, esconderijos, 
pequenos ninhos onde escondia pegadas.

Abriu os olhos, os braços, a boca, o nariz e os ouvidos, 
movimentou-se, cresceu, ganhou energia, comeu, 
engoliu, respirou, encheu o peito de vida, aprendeu a 
cuidar-se, ser cuidado e a cuidar do outro.

Abriu-se ao mundo, entraram outros!

É muito bonito, acredite-se ou não, a história principal 
que forma a nossa civilização ter por base um 
nascimento e ser formada com base no Amor.

Entraram imagens e espanto; sons, energia e magia; 
aprendizagens, esperança, sabedoria e crescimento; 
sabores e gosto que deram força à vontade; cheiros que 
descobriram mundos e inundavam o pequeno corpo; 
sentiu chão, esforço, dignidade, aconchego, recordações
 e imaginações.

Levantou-se, pôs a máscara, não por ele mas pelos 
outros que davam graça ao existir, desinfetou as mãos 
duas vezes, de novo, mais três ou quatro vezes: queria 
estar preparado para a noite de natal.

Não tinha criatividade para inventar um mundo sozinho; 
detestava aquela sensação de estar com a respiração 
ofegante e não entender expressões, sorrisos, ilusões, 
quereres, ao olhar faltar a boca.

Faltavam pessoas e dançou sem limites, sem regras, 
sozinho, só a voar, sonhar, desenhar, esculpir, escrever 
poesias e ser, apareceu alguém para fazer par.

Reinventou-se!
Encaminhou-se a ser luxuoso como alguém

ensinara,

um luxo quase humilde de gostar de cá estar,

viver,

reaprender gestos, jeitos de ser melhor, de

aproveitar

o privilégio que existe em sorrir, o prazer.
Chorar também porque nenhuma vida forte se faz

sem choros de despedidas mas comoções;

quando são

feitas de ânimo leve, normalmente, perder água

essencial para o nosso corpo se limpar não ajuda;

e é bem melhor

estar mais leve, menos pesado/a.
Não devemos chorar por puro egoísmo, (e algum

altruísmo) porque como gostamos de estar com pessoas

alegres, também é mais provável que elas gostem de

estar com gente animada.
O tal menino cresceu e criou uma História rica em adulto

tinha o condão de perceber qualidades nos outros.

24 dezembro 2020

BOM NATAL

Instalámo-nos para passar a noite. Desembarcamos cinco ou seis caixotes, colocando-os em círculo, vazios como guaritas. E, dentro de cada um, uma vela acesa, mal protegida contra o vento. Assim em pleno deserto, sobre a crosta nua do planeta,num isolamento dos primeiros dias do mundo Nós CONSTRUIMOS UMA PEQUENA ALDEIA DE HOMENS
Agrupados para a noite, nesta grande praça da nossa aldeia, neste farrapo de areia em que os caixotes lançavam um luar trémulo Nós ESPERAMOS…
Esperámos a madrugada, a madrugada que nos salvaria ou nos entregaria aos mouros…EU NÃO SEI O QUE DAVA A ESTA NOITE UM GOSTO DE NATAL…
Contávamos as nossas recordações, riamos e cantávamos sentíamos a mesma alegria leve Que SE SENTE NUMA FESTA BEM PREPARADA…
Contudo éramos infinitamente pobres. Vento…Areia…Estrelas…UM ESTILO DURO ATÉ PARA TRAPISTAS…
Mas sobre esta toalha de areia mal iluminada,seis ou sete homens que não possuíam mais nada no mundo alem das suas recordações…PARTILHAVAM ENTRE SI INVISÍVEIS RIQUEZAS

 

(Antoine Saint Éxupery)

15 dezembro 2020

1ª prenda de natal: vale bem a pena, asseguro!

Bom dia!!!!

No próximo SÁBADO, 19/DEZEMBRO às 17h a CiM em parceria com Rising Child convida todos a estarem presentes na aula online. Será uma celebração em que podem trazer e convidar família, amigos, colegas. Queremos juntar o maior número possível de pessoas a estarem presentes e partilhar a energia pelo movimento nesta altura de festas! Juntem-se a nós! Venham daí! Podem convidar, partilhar e até já!!!!

Vamos fazer deste dia 19 dezembro às 17h o momento da família CiM e amigos!!!! 

Venham! 

Convidem! 

Até já!!!!


ID da reunião: 839 3261 6154 
Senha de acesso: 049551

13 dezembro 2020

Falta encetar a descolonização de mentalidades.

Má altura (ou qualquer altura é má para isto...) para vir denegrir o nome que ostentas ó Jorge!!!

Mais uma vez acerta na mouche o Vítor (link)!:

Porque é criminosa esta forma de pensar (mal e pouco), é que este senhor é mais ouvido que os Belancianos de Portugal e a mensagem enviesada de Jesus passa asneiras.


12 dezembro 2020

Porque vale mesmo a pena deliciares-te!

Isto é Arte... genialmente bom! (lnk) e a Olivia (link) merecem aplausos, sem comparações de nenhum nível, admiráveis!

De algum modo, ambos têm uma infantilidade que ensina, qual S. Beckett a falhar, falhar de novo e falhar sempre melhor 

No dançar a equilibrar e a cair, no tocar enormidades e muitas cordas nervosa, está ali muita gente crescida.

11 dezembro 2020

o homem é a medida de todas as coisas? (Protágoras)

Há à partida um erro na formulação da pergunta que deve trocar o homem pelo Ser Humano.

Se é a medida de todas as coisas o ser humano?

Gostaria de dizer que não mas acho que tende a ser, sim; o Ser Humano é que tem o poder de medir (pesar, contar, medir, pensar o mundo) e exclui muitas vezes todos os outros animais…

Como os pais são a medida de todas as coisas?

Há um mundo muito próprio de cada animal em que o ser humano não é tido nem achado, os animais sentem outras coisas no mundo; logo, há um mundo de cada animal em que o Ser Humano não existe mas que é cada vez menor: o bicho humano está em todo o lado!

Não sei se os animais pensariam naturalmente melhor para o bem de todos e/ou das suas espécies. 

Há muitos seres humanos diferentes e, às vezes, entram em conflito sendo que as medidas não são sempre convergentes e democráticas…


RESPOSTA FINAL:

Há mundos muito próprios inacessíveis às sensações humanas!


O mar e as praias


Como é 

bom podermos 

falar sem

palavras 

sobre a literatura, 

os amantes, 

sobre a amizade 

os poemas

 (por ZMiguel Pinto porque 'a poesia é para todos')

10 dezembro 2020

Mas quem sabe? Porquê eu!?

Não há garantias de que consigamos levar isto avante. Porém, de  uma coisa tenho a certeza: sei que no dia em que erguer a minha mão direita e jurar ser presidente dos EUA, o mundo começará a olhar para a América de forma diferente. Sei que  os jovens por todo este país - miúdos negros, hispânicos, miúdos que não se integram - também se verão  a si mesmos de modo diferente, com horizontes mais vastos e possibilidades alargadas. E só isso.... só por isso, teria valido a pena 

(B. Obama responde a Michelle antes da sua candidatura)

09 dezembro 2020

Sentes-te em CASA!!!

Há um aconchego escondido, um esconderijo, a caminho de 
Sintra, na Várzea de Sintra.

Quase não se dá por ele, fica do lado esquerdo por baixo do 
pavilhão gimnodesportivo da Várzea. 

E se virmos de frente, não conhecendo o interior, é provável 
que se fique com uma impressão errada do poiso e não tenhamos 
curiosidade em ver mais.

Talvez, seja uma forma de defesa, só lá está quem foi 
aconselhado ou já experimentou; reserva-se assim a qualidade.

O refúgio tem o nome de CASA e tem outro tempo, mais  
tranquilo; um tempo que nos desabituámos a ter.

Que dá espaço para uma refeição completa: da sopa à sobremesa 
e café.

Para fortalecer o bem estar tem o sorriso simpático do NUNO 
e loiça artesanal portuguesa espalhada pelas paredes do vasto 
espaço.

Petiscos, comida portuguesa bem confecionada e servida; tem 
qualidade inquestionável.

Tem um parking enorme com bons acessos!

Do meu gestor de imagem, o Fernando da tranquilidade:  

Exatamente, a casa faz jus ao nome e como se tivéssemos em 
casa!

08 dezembro 2020

Pergunta o Obama

Como é o teu mundo? 

Parece-me que estas respostas não se têm, vão-se tendo; é um modo de perguntar que pode levar a melhorias ao nível comunitário mas também a erros filosóficos e devaneios existenciais.


O meu mundo É lento, pequeno, egocêntrico, terapêutico com muitos obrigados e pedidos de desculpa; manifestamente É fenomenal a capacidade que o desafio da vida me trouxe para fazer melhor.
Vivo com o síndroma do otimismo, está na moda, dizem... talvez o realismo e o pessimismo (ainda menos) não me pareçam boas formas para caminhar mais leve e ande espantado pela magia do estar vivo.

Se pensarmos bem em tanto privilégio que temos/existe, agradecíamos aos nossos pais por nos terem posto no mundo.

A música;

A pintura;

A comunicação;

A literatura;

A dança;

A História;

O ensino;

A dança;

A ginástica;

O Amor;

As invenções;

Os mimos;

E ETCETERA e tal.


Como gostarias que fosse?

Tem graça entender formas de ser e o uso da palavra, a comunicação, talvez, seja muito mais que a FALA... encontrei grandes vantagens nesta deficiência: há males que vêm por bem!

Gostaria que todos vivêssemos melhor uns com os outros e que fosse um mundo menos egoísta; que se valorizasse o outro mais que no Natal e na hora da morte; gostaria de ter algo a dizer mais que balelas; de crar uma coisa maior, mais a sério!

A divulgar: é uma pena se perdermos a criação, sabedoria e aprendizagem humanas

Aos meus amigos  e  amantes da cultura

O pedido no sentido de encaminharem para um significativo número de amigos e amigas, sob pena de, por inércia, se perder um interessante site de consulta cultural.

Andem lá. Cada um encaminha para 20 a 25 destinatários e em breve contribuiremos para o reforço da existência do site.

Já que o ensino se está a tornar pago, aproveitemos o que ainda é gratuito!

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

·Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci;

·Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;

·Ler poesia de Fernando Pessoa

·Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;

·Ter acesso às melhores histórias infantis e vídeos da TV ESCOLA

·E muito mais...

Esse lugar existe!

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, bastando acessar o site: www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da
cultura e do gosto pela leitura.

Divulgue para o máximo de pessoas!