29 abril 2026

CARTA ABERTA AO MUNDO

(autora: Ykay Romay, cubana, 2026)

“À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:

O meu nome é milhões. Não tenho apelidos conhecidos nem acusações relevantes. Sou uma cubana comum. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma rasgada e as mãos a tremer, porque o que o meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado e friamente executado a partir de Washington.
E o mundo olha para o outro lado.

DENÚNCIA PELOS MEUS AVÓS:
Denuncio que, em Cuba, há idosos que morrem prematuramente porque o bloqueio impede a chegada de medicamentos para o coração, para a tensão arterial, para a diabetes. Não é falta de recursos. É uma proibição deliberada. Empresas que querem vender a Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Os seus governos permanecem em silêncio. E, enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.

DENÚNCIA PELOS MEUS FILHOS:
Denuncio que há incubadoras em Cuba que tiveram de ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos a lutar pela vida enquanto o governo dos EUA decide quais países nos podem vender petróleo e quais não podem. Que há mães cubanas que veem a vida dos seus filhos ameaçada porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais do que o choro de um bebé a 90 milhas da sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?

DENÚNCIA POR FOME INTENCIONAL:
Denuncio que o bloqueio é fome programada. Não é que falte comida — é que nos impedem de a comprar. É que navios com alimentos são perseguidos. As transações bancárias são bloqueadas. As empresas que nos vendem cereais, frango ou leite são sancionadas.
A fome em Cuba não é um acidente. É uma política de Estado do governo dos EUA, refinada ao longo de 60 anos, atualizada por cada administração, reforçada por Donald Trump e executada com zelo por Marco Rubio.
Eles chamam a isto “pressão económica”. Eu chamo-lhe terrorismo pela fome.

DENÚNCIA PELOS MEUS MÉDICOS:
Denuncio que os nossos médicos — os mesmos que salvaram vidas durante a pandemia enquanto o mundo inteiro colapsava — hoje não têm seringas, nem anestesia, nem equipamento de raio-X. Não porque não saibamos produzi-los. Não porque não tenhamos talento. Mas porque o bloqueio nos impede de aceder a insumos, peças e tecnologia.
Os nossos cientistas criaram cinco vacinas contra a COVID-19. Cinco. Sem ajuda de ninguém. Contra tudo e contra todos. Contra o bloqueio e contra a desinformação. E, ainda assim, o império castiga-nos por termos conseguido.

AO MUNDO DIGO:
Cuba não pede esmola.
Cuba não pede soldados.
Cuba não pede que a amem.
Cuba pede justiça. Nada mais. Nada menos.

Peço que deixem de normalizar o sofrimento do meu povo.
Peço que chamem o bloqueio pelo nome: CRIME DE LESA-HUMANIDADE.
Peço-vos que não se deixem enganar pelo discurso do “diálogo” e da “democracia” enquanto nos apertam o pescoço.

Não queremos caridade. Queremos que nos deixem viver.

Aos governos cúmplices que se calam:
A história irá julgá-los.

À comunicação social que mente:
A verdade encontra sempre caminho.

Aos que assinam sanções:
O povo cubano não esquece nem perdoa.

Aos que ainda têm humanidade no peito:
Olhem para Cuba. Vejam o que lhe estão a fazer. E perguntem a si próprios: de que lado da história quero estar?

Desta pequena ilha, com uma dignidade gigante,
Uma cubana que se recusa a render-se.

SE ESTE TEXTO TE TOCOU, PARTILHA.
Não me importa se tens 10 amigos ou 10 mil seguidores.
Não me importa se o teu perfil é público ou privado.
Não me importa se nunca partilhas nada.

Mas isto é diferente.

Isto não é uma fotografia de um pôr do sol.
Isto não é uma notícia de entretenimento.
Isto não é apenas mais uma opinião.

Isto é um GRITO. E os gritos não se guardam. Quando são ouvidos, multiplicam-se. Tornam-se multidão.

Não te peço um “gosto”. Peço-te que uses os teus polegares para algo maior do que deslizar o ecrã.

PARTILHA.

Para que o mundo saiba que, em Cuba, não há uma crise.
Há um CRIME.

Para que as mães de outros países saibam que aqui há bebés a lutar em incubadoras desligadas pelo bloqueio.
Para que os avós de outras terras saibam que aqui há idosos que morrem à espera de medicamentos que Washington não deixa entrar.
Para que os governos cúmplices sintam vergonha.
Para que a comunicação social não possa fugir.
Para que os responsáveis saibam que NÃO NOS CALAMOS.

Uma pessoa a partilhar isto não muda o mundo.
Milhares, milhões — sim.

Não guardes este texto.
Não sejas cúmplice do silêncio.

FAZ ESTA DENÚNCIA IR MAIS LONGE DO QUE O BLOQUEIO.



primeiro haiku: 5 7 5

FRONTAL VENTO LÁ

PUXA SOL PARA CÁ

BREU NO CÉU DARK


BEETHOVEN LUZ

OLHAR NU NADA

SILÊNCIO NEGRO


DANÇA CHÁ VOA

CAMARADA PLANA

SÓ FILMES RAROS 

03 abril 2026

Pousio é ativo


Na dança, no futebol, na fisioterapia, na fala,

 na relação e na vida. Saber parar no 

momento certo é sinal de usar bem a 

inteligência. Explica a dinâmica que potencia 


ser.

Individualmente ou socialmente, entre órgãos 

e pessoas.

Em qualquer um dos movimentos iniciais   

deste texto.

A pausa é que nos leva ao próximo momento: 

passagem de ano, de mês, fim de semana, 

viver entre manhã, tarde, noite e madrugada, 

entre descansos. Por vezes, nem sentimos o 

quanto precisamos de descansar e não 

pensar.

Mas o melhor é que pensamos sem querer, 

sem dar por isso; nem sempre bem ou no que 

é preciso, mas é um desafio que continuamos 

a ter: melhorar o ritmo ou saber quando 

abrandar. Saber respirar bem é essencial 

para recuperar nova energia em novos seres. 

Bolhas de oxigénio são nova esperança.

E perguntam vocês: para que serve a Páscoa?

É mais um momento de abrandar e recuperar

 o corpo.

02 abril 2026

- Boas Páscoas a começar em 2026 -


- Boa Páscoa -

Renascer é diário.

Reviver é sucessivo.

Acontece diariamente.

Em todas as alturas da vida.

Ressuscitar em cada dia, em cada momento, é contigo, conosco. 

Talvez não aconteça sempre, 

Temos de dar oportunidade para que a magia aconteça… 

Temos de acreditar na magia sem olhar para o céu. 

Olhar de frente para o outro.

Olhos nos olhos, coração com o coração sem medo.

Sei que há por aí pessoas menos crentes e, ou realistas, 

Que acreditam que essas coisas dos partos e das gravidezes 

São só pura ciência e não envolvem magia. 

Para essas pessoas: lamento, mas têm o paladar pouco apurado 

Ou têm caminhado pouco pelos cozinhados do reino?

Aproveitem-se e deliciem-se