05 dezembro 2014

Saídos da piscina em direcção ao balneário.



Contornamos o topo.

Professores e alunos preparam-se para entrar na água, na aula deles.

Eu tenho o hábito de trocar beijinhos voadores que atravessam a piscina pelo ar com ela, palma da mão, beijo e sopra, agarramos e colocamos na bochecha.

E sobrevoam todas as cabeças dos alunos dela em exercícios.

Existe uma passagem com um duche com uma zona mais baixa com uma rampinha para descer e outra para subir onde se pode tomar banho mas que, normalmente, não é usada.

Normalmente…

Estava ligado o duche e tínhamos que esperar para passar.

Todo molhado esperámos.

Passa a Dude por trás de nós, que nos outros dias em que não há espera já não vimos.

‘Haja esperança!’

A água começa a diminuir, sinal de que vai acabar e deixar-nos passar.

Nisto, aparecem, descontraídos, vindos do balneário, dois rapazes dos seus 8/10/12/14, (olhem não sei que idades tinham) a caminho da aula.

A imagem deve ser própria dos melhores artistas: Dois homens com barba, atrás da água que sai de um duche com a piscina atrás, barbudos, um em pé atrás de uma cadeira de rodas onde o outro está sentado.

Imagem tenebrosa.

Fazem sinal de que vão tocar na torneira para tomarem banho.

‘ENTÃO!?’, grita o meu companheiro irritado com a ideia de passar mais cinco minutos à espera…

Eles recuam a mão olhando ar assustado.
 
E atravessamos para o balneário.

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